domingo, 6 de julho de 2014

na nam nam nam nam nam nenm nam

já tive que fazer tanta coisa com a cabeça tão pior; tão mais cheia
penso que hoje já consigo segurar mais as rédeas daquilo que se passa nas imagens invisíveis, no som silencioso de metáforas indizíveis.

 Frases inteiras são reduzidas a um segundo.
Parágrafos inteiros em meio.
Hipotético previsível,
                              é sempre o que surge às margens no querer dizer e não poder ser direta.
Já li um dia que faço perguntas que já sei respostas.

                                                                           Ouvi dizer que me utilizo da redundância;                                                 prevejo o ponto de vista alheio pressupondo que tudo será claro.

     Ingenuidade!!!

Falta de paciência de ter que peneirar e filtrar tudo que se move, numa linguagem expressiva estática? - que expressão é essa?
                                          minha vontade é que entendam o que eu quero dizer!
Não posso ficar dizendo e citando e soletrando e repetindo tudo.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

me submeter
a certas situações

triste
repensar
triste
reviver
triste
realizar

como eu ia saber
e pior que tinha como.

sábado, 17 de agosto de 2013

algo como uma súbita angústia no peito, reacende alguns medos.
algo como uma súbita realização de que as origens do que já me quebrou podem ter sido esquecidas... mas não a sensação.
perceber que eu tenho curiosidades mas não sei se quero saber respostas; é um indicativo.
pressionar as pálpebras e tremer o pé enquanto exalo a respiração e pressiono meu abdômen.
o olho que vai sendo umedecido e a visão vai se tornando turva.
passo a mão por meu cabelo, esquivo a cabeça. se eu pudesse entrar em minha mente, eu estaria apertando meu cérebro.

me dá vontade de chorar.
eu choro porque me confundo nas minhas próprias aparências.
o que é isso que parece e não transparece?
e que é isso que me parece e não me é?
e de onde ressurgiu esse aperto tão fodido?

eu tenho pavor de me sentir impotente de novo.

'não é possível! até no sonho era inalcançável!
nem acordar queria... nem sonhar queria...
a frustração era grande diante de tamanha impotência.
foi tomada pela melancolia.'

me dá vontade de sumir, às vezes...

mas o que é?
 é medo de saber?
é medo de perder? (perder o que pode nem ter sido)
(o que não foi. o que não teve chance de ser. o que foi anulado.)
é o medo?

eu queria saber como teria sido se eu não fosse tão seca desde tão cedo.
fico tentando descobrir ou levar minhas memórias ao momento em que me abati.
eu falo pra mim mesma 'você é doida!'
e já cheguei a pedir... 'não me ache louca...'

quantas antíteses
quantos paradoxos
me constroem?
me são?

talvez, todo o questionamento seja retórico - a exteriorização dele.
aconteço em ciclos. visíveis. retratados. revividos.
tenho medo de previsões.
mas me é impossível não prever.
e se eu disser que eu faço de tudo pra evitá-las...
e mesmo assim, pesa na minha cabeça?

e de quantas certezas eu preciso pra tornar as incertezas irrelevantes?

quarta-feira, 3 de julho de 2013

.

vou me renovando de fase em fase

vou aceitando acontecimentos inéditos

tento ir caminhando, construindo momentos

algumas situações me pedem mais esforço

e vem uma pontada tão grande
quando realizo
que às vezes me falta esse vigor

esse sentimento de exalar minha essência

e inevitavelmente esperar um bombardeamento digno

evidente de um compartilhamento bonito de nossos olhares...

são nessas noites
que sinto uma ausência

24.06.13

terça-feira, 2 de julho de 2013

.

tenho que saber fazer escolhas mais sábias

(de que ponto de vista?)

do meu, por me achar - às vezes - idiota ao ficar pensando e se e se e se e se e se

ou: já fiz, e agora e agora e agora - e agora?

- ecoa.