quarta-feira, 22 de maio de 2013

palavras que escapuliram enquanto a música tocava

Ciclos.
Níveis de respostas.
Transferência de energia.
Segue pela cadeia.
É uma zona em expansão.
Só repare.
Impulso.
É meu subsídio de energia.
A disponibilização é a fonte.
Sistemas altamente produtivos.
Carrega o sedimento.
Excede-se a capacidade de se suportar tal temperamento.
Qual a relação com a nossa estabilidade?
Compromete a resiliência do sistema.
                     (resiliência: capacidade de recuperação do sistema à estabilidade funcional - depois da perturbação)
Aquela espuma que você vê borbulhando...
Naturalmente, é um processo.
Regenerar.
Aonde é mais estreito?
No início.
E a medida que vai se alargando; no trecho médio, começa a surgir a adaptação.
Um ambiente que é heterotrófico torna-se predominantemente autotrófico.
Além disso, há a produção e seu consumo é elevado.
Maiores biomassas entram em jogo.
Conforme os estágios da sucessão vão avançando, o sistema adquire maior estabilidade e diversidade.
Tendências esperadas.
Uniformidade?
No sentido de que há o equilíbrio sem que um se sobressaia ao outro.
Diversos danos.
Com emoção.
Marcas expostas.  

sábado, 18 de maio de 2013

sexta à tarde

se deu com seu toque...
no meu braço,
senti um arrepio
                de vontade.
intensificou-se a ansiedade.
queria o mais rápido possível
                realizá-la em todos
        os âmagos
                    do meu ser.
a música tocava
       e a gente se decidia.
(ou eu era convencida de que
nossas vontades
                    eram recíprocas!)
o momento foi se aproximando
e eu já sentia
                  seu cabelo
roçando em meu pescoço.
 nos consumimos.
olhares soltos fisgavam-se
de vez em quando.


                          sussurros apareciam no ar.

nossos corpos se encaixavam.
e nos envolvíamos.
senti seu corpo no meu.
senti.
            sei lá.
                        só senti...

terça-feira, 14 de maio de 2013

uma tarde

sabe quando a ideia parece completamente infalível e genial na sua cabeça mas aí quando você olha a ideia fora de você, as expectativas parecem insatisfeitas... na verdade - hmmmm - tô me importando demais com o que podem achar.
talvez eu esteja cansada de nunca realmente correr atrás do que eu anseio por.
agora, que me vejo diante de uma oportunidade, me sinto meio perdida; confusa. que passos tomar?
acho difícil seguir com repleta naturalidade no começo; por pensar demais no que os outros vão pensar. penso demais no que falar; como falar.
eu poderia, simplesmente... dizer.
por que eu sempre quero uma opinião molde de terceiros?
preciso tomar mais atitudes imediatamente exteriorizadas; que não passaram por nenhuma transição.

how can i approach?
i think this is the -one million pounds of satisfection- question.

e se eu fosse fazer esse tal zine? sobre o que eu faria?
primeira noite estrelada (ou nublada?), sob efeito da marijuana?
sob qual ponto de vista? (eu, deslumbrada, com as sensações vindas do universo(convencional ou interior, transpassado por ela?).
dias em que eu saía para andar de bicicleta, subir na minha árvore, tomar um café e voltar pra casa e ficar na calorosa companhia dos casacos, do cachecol, das meias; cobertores, da música, lápis, papel e solidão?

de mim, não sabendo saber decidir. conhecendo as mais variadas, inexplicáveis e incompreensíveis formas de meus pensamentos surgirem e fluírem... numa busca eterna ou finita ou convergente de saber pôr palavras ou expressões no que tem dentro da minha cabeça.
(contando com o fato de que cada um pode ter seu tema musical ou todos podem ter o mesmo!)

                                                                             
              
                                                                                                            eu, no momento atual... com minha cabeça pegando fogo dos mil pensamentos à mil por hora.


de quando eu fumava toda hora que me dava vontade; beck, cigarro, tabaco; e ficava desenhando, ouvindo música, escrevendo; embaixo daquela janela por onde passava um dos ventos mais frios que já senti... às vezes me levantava e me apoiava na janela pra ver aquela vista: os carros passando na "via rápida" (como os curitibanos falavam) Guilherme Pugsley, em alta velocidade, principalmente nas tardes horas da noite; a fumaça saindo da minha boca e tomando forma na luz que vinha do poste(e da lua); os banquinhos na pracinha lá embaixo... meu assovio.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Meaningful hours

meaningful hours
the late hours of the night;
- or should I say,
the early hours of the morning?
or, better,
the insomnia hours of my
- or all insomniac -
being?
they get into my bones
and never, ever
let my sleepy side win...
the music explains things to me
in a better
- unknown -
way.
i play every note
of those minutes.
- those wasted minutes
i'll miss when the night ends.
that for now,
are all i can possibly
define as
the most crucial hours.

terça-feira, 7 de maio de 2013

spark

For a minute there, I lost myself

Sometimes I wonder
if I should throw out
everything that reminds me
of everything I don't want to be reminded of

- because I'm too good without any of that shit -;

or if I should keep,
because after all,
it wasn't so bad

- now that the softness of my lightness appeared.

And I just want to keep myself tight.
Put on some boundaries,
swim into randomness.

A chemical reaction.

A super pole of magnetism
conducting my feelings
through the incandescent flow
of my wills
and thoughts
and wishes
and dreams.

One day, I'm going to grow wings.

I can feel
myself
imagining.

I can feel
a paralel path
walking by my side...
confusing me.

Making me doubt my decisions
while I, contradictiously,
can not
fucking embrace all the opportunities I have in front of me...
I look at it and I wonder all the joy I would be having since now...
not 'eventually', in a future somewhere around.

But I'm giving time.
I'm accepting the ideas in my mind.
I'm offering space.
And after all, I don't actually need to give up one thing to make another.
I can and I will find harmony.