segunda-feira, 29 de outubro de 2012
esperando para embarcar
mudança para instigar a estabilidade.
estabilidade para aguentar mudança.
estou me despedindo da cidade de forma satisfatória. meus cabelos ao vento; o cigarro apagando; o sol esquentando quando resolve sair de entre as nuvens; catando flores; ouvindo música.
somehow i'm not scared.
somewhere i'm not scared.
torno tudo bem racional. uma pincelada de magia. e gosto da mistura de paradoxos que me constroem.
mudança para mudar mudança.
19.10.12
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Autobiography In Five Chapter
1) I walk down the street.
There is a deep hole in the sidewalk.
I fall in.
I am lost... I am hopeless.
It isn't my fault.
It takes forever to find a way out.
2) I walk down the same street.
There is a deep hole in the sidewalk.
I pretend I don't see it.
I fall in again.
I can't believe I'm in the same place.
But it isn't my fault.
It still takes a long time to get out.
3) I walk down the same street.
There is a deep hole in the sidewalk.
I see it is there.
I still fall in... it's a habit.
My eyes are open.
I know where I am.
It is my fault.
I get out immediately.
4) I walk down the same street.
There is a deep hole in the sidewalk.
I walk around it.
5) I walk down another street.
- Portia Nelson
The rainy day
The day is cold, and dark, and dreary;
It rains, and the wind is never weary;
The vine still clings to the mouldering wall,
But at every gust more dead leaves fall,
And the day is dark and dreary.
My life is cold and dark and dreary;
It rains and the wind is never weary;
My thoughts still cling to the mouldering Past,
And youth's fond hopes fall thick in the blast,
And my life is dark and dreary.
Be still, sad heart! and cease repining;
Behind the clouds is the sun still shining;
Thy fate is the common fate of all,
Into each life some rain must fall,
Some days must be dark and dreary.
- Henry Wadsworth Longfellow
(Portland, Maine 1892)
Entrance
Whoever you are: step out of doors tonight,
Out of the room that lets you feel secure.
Infinity is open to your sight.
Whoever you are.
With eyes that have forgotten how to see
From viewing things already too well-known,
Lift up into the dark a huge, black tree
And put it in the heavens: tall, alone.
And you have made the world and all you see.
It ripens like the words still in your mouth.
And when at last you comprehend its truth,
Then close your eyes and gently set it free.
- Dana Gioia
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Do not stand at my grave and weep
Do not stand at my grave and weep,
I am not there; I do not sleep.
I am a thousand winds that blow,
I am the diamond glints on snow,
I am the sun on ripened grain,
I am the gentle autumn rain.
When you awaken in the morning’s hush
I am the swift uplifting rush
Of quiet birds in circling flight.
I am the soft star-shine at night.
Do not stand at my grave and cry,
I am not there; I did not die. - Mary Elizabeth Frye. 1932
I am not there; I do not sleep.
I am a thousand winds that blow,
I am the diamond glints on snow,
I am the sun on ripened grain,
I am the gentle autumn rain.
When you awaken in the morning’s hush
I am the swift uplifting rush
Of quiet birds in circling flight.
I am the soft star-shine at night.
Do not stand at my grave and cry,
I am not there; I did not die. - Mary Elizabeth Frye. 1932
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Obra 3
definitivamente barulhento, mas certeiro. uma melodia que se constrói com firmeza. desafiadora, persistente. transmite uma sensação que me conforta. pelo menos, por um instante. transpassam muito pela vontade de se mostrarem firmes. movimentos marcantes que definem passos a serem dados. a dedicação é completa.
Obra 2
começa com um grito pioneiro. algo agudo, forte, descompassado. alguns acompanhamentos, algumas marcações. não sei se gosto; se me conforta, tal tipo de coisa desordenada. as ações são poucas, breves; algumas, despercebidas. a concentração de quem tenta captar se perde. mas os executores dos movimentos os fazem com baita convicção. fica bem baixo, pontudo. um som trêmulo que soa do quase inexistente contato do arco com as cordas. é hesitante. e se cala.
Obra 1
ouvindo a esses instrumentos serem afinados, comparo essa mistura de sons dissonantes à difusão dos meus pensamentos nesses dias que se passam. sou, aliás, era, relutante a algumas ideias; mas numa melhor avaliação dos fatos que compõem essa realidade, consegui diminuir, aliás, parar as esperanças. de alguma maneira, as coisas começaram a ser coordenadas de forma ordenada. uma sincronia vai se acertando. mal posso ouvir. é muito sutil. parece muito distante. mal consegue-se determinar as notas; no fundo, parece algo fora de escala. mas de repente, algo mais vibrante, mais forte; quase que um uníssono, vai caminhando por esse mar de ondas sonoras reversas. se transforma em uma intensidade branda que aumenta conforme o maestro rege, de corpo e alma, os atuantes desta obra. tudo vai ficando alto e mais alto e suas mãos sobem, fica na ponta dos pés; ergue seus braços enquanto vejo os arcos dos violinos para cima e para baixo, transmitindo um som profundamente marcante. e então cessa.
e o som volta a ficar baixo, desconfortante, enigmático. por fim, o ruído vai se dissolvendo no som do nada - do som da minha cabeça.
e o som volta a ficar baixo, desconfortante, enigmático. por fim, o ruído vai se dissolvendo no som do nada - do som da minha cabeça.
descrição
Declaro, para os devidos fins, serem verdade, os fatos abaixo asseverados:
Álvaro escreve:
"No dia 06 de fevereiro de 1994, nasceu a pessoa que caminha com a arte. Fazendo sua, a arte de fazerem morar na mesma cabeça, o provável, e juntos, o improvável, o compatível e o incompatível.
A arte de Miss Compatible.
With lots of love, the guy from Rio."
Álvaro escreve:
"No dia 06 de fevereiro de 1994, nasceu a pessoa que caminha com a arte. Fazendo sua, a arte de fazerem morar na mesma cabeça, o provável, e juntos, o improvável, o compatível e o incompatível.
A arte de Miss Compatible.
With lots of love, the guy from Rio."
pensamentos difusos de um dia bonito
sua pele macia. meu rosto em seus braços. sua mão acariciando minha cintura. sua perna envolvendo as minhas pernas. sua respiração alternada em minha nuca - às vezes sinto um suspiro, um sopro mais forte enquanto sua mão caminha por meu corpo. sinto uma energia tão vibrante. tão boa.
seu sorriso. suas covinhas. seu olhar quando você tá com vergonha. aquele sorrisinho sem graça, olhos meio hesitantes.
minha barreira conscientemente criada para evitar qualquer tipo de decepção provável. meu mecanismo de defesa. é possível estarmos em diferentes patamares. com diferentes objetivos... penso que é melhor não alimentar esse sentimento já meio condenado.
analisando todos os desencontros que aconteceram e continuam acontecendo comigo, mal posso esperar para que a hora de eu poder compartilhar o meu melhor com alguém chegue.
Assinar:
Postagens (Atom)