mais uma noite
e faço promessa de escrever meus sonhos,
delírios, campos de batalha,
repreensões acometidas
e suas formas incertas no limbo das infinitas dimensões. tudo dentro de uma coisa só, mistura de cosas do meu dia; noite que filtra os ingredientes da peripécia, que esqueço, quase tudo, toda noite.
o chamado pra interpretação ainda me abala. gradualmente vou conhecer esses abismos que mergulho. a sensação é de ter mergulhado de cabeça, em quadra livre, quando de repente, me deparo com um cenário. onde geralmente estou em primeira pessoa. corredores de cerca viva que vão até onde vai a vista, morte num caixão circular, casebres de madeira, florestas tropicais gigantes, rio gigante, tom sépia avermelhado dos morros do chapadão, a vista à luz do sol que se põe, morros vermelhos. sensação de quando se migra para a realidade. dúvida em distinguir.
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
o que de
outrora
fora
subjugado
a porta que
bate do
portão do
prédio
na madrugada
deserta
só se
escuta as
amendoeiras
derrubando
seus frutos
que batem
nos tetos dos
carros, no
chão.
a gata branca
que esquece
a língua pra
fora, que nem
a minha, a cinzenta.
eu penso no dia
aquele que não é
claro. aquele que
faz barulho quando
podia ser silencioso.
o que é isso que arrasta?
que treme?
(que é como essas bocas
carnudas)
aquilo que toca, desanda.
aquele que vive, quieto ficou.
àquela que convém, meus pesares,
pela minha perda. nenhum/nada
resguardo. claro, é o que escolho
dentre todas as felicidades e desgraças.
sem exagero. as felicidades e
infelicidades.
ao que esfria.
ar que resfria. lençol pelado.
vozes. lembro quando dormimos e
eu te sentia, suas mãos, meu corpo,
calor respiração no pescoço,
meio da noite, meio das cobertas,
dia frio, última manhã.
não soube dizer se era sonho
ou se aconteceu.
quantos seriam como esse dia?
outrora
fora
subjugado
a porta que
bate do
portão do
prédio
na madrugada
deserta
só se
escuta as
amendoeiras
derrubando
seus frutos
que batem
nos tetos dos
carros, no
chão.
a gata branca
que esquece
a língua pra
fora, que nem
a minha, a cinzenta.
eu penso no dia
aquele que não é
claro. aquele que
faz barulho quando
podia ser silencioso.
o que é isso que arrasta?
que treme?
(que é como essas bocas
carnudas)
aquilo que toca, desanda.
aquele que vive, quieto ficou.
àquela que convém, meus pesares,
pela minha perda. nenhum/nada
resguardo. claro, é o que escolho
dentre todas as felicidades e desgraças.
sem exagero. as felicidades e
infelicidades.
ao que esfria.
ar que resfria. lençol pelado.
vozes. lembro quando dormimos e
eu te sentia, suas mãos, meu corpo,
calor respiração no pescoço,
meio da noite, meio das cobertas,
dia frio, última manhã.
não soube dizer se era sonho
ou se aconteceu.
quantos seriam como esse dia?
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