o pato que vi passar.
dormir numa posição
única só sua que só você
ache confortável; pensa.
aquela mesmo.
não me desperta.
não pega no meu cabelo.
vejo distorcido vejo torto
o que dá o volume nessa massa toda preta?
9.2.17 3:00 a.m
olhando para o desenho da escultura de Paulo Mazzuchelli - Desilusão - bronze - 1930
domingo, 19 de fevereiro de 2017
pega. esmaga.
aquela esquina que
cantamos odara. contorce
o monte vento que sopra
essas palavras ardilosas,
esses cantos bailáveis,
minha silhueta de dor.
("ela é uma rata!")
e é. e é. e é!
cântica morada.
consistência viscosa.
cai se grudando pelo ar.
se pudesse, cairia
na direção contrária
imagino um pote
grande
de caramelo bem
dourado. afundo o
dedo o espaço em
volta preenche de
doce de melado
dum nadar não sair do
lugar. dum mexer os
dedos e não os mover.
de pressionar morder os
dentes e engolir. seco,
que estala no ouvido.
o armado não foi comigo.
as corredeiras que formaram,
pelas quais passava meu sangue,
minha seiva esta seiva que
transforma não ----- permanece.
os vales profundos,
as cachoeiras de dentro
da gruta, o asfalto da
subida que não tem
atrito com o pneu
careca. som das
andorinhas mergulhadoras
que vem voam desde aonde a vista alcança
até cruzar a árvore logo em frente
para entrar de ângulo na sua caverna.
movimento retirada no fim da luz
os últimos segundos
de raios, escorrego meu pé na pedra,
sentada,
me imagino caindo.
08.02.17 2:18 a.m
aquela esquina que
cantamos odara. contorce
o monte vento que sopra
essas palavras ardilosas,
esses cantos bailáveis,
minha silhueta de dor.
("ela é uma rata!")
e é. e é. e é!
cântica morada.
consistência viscosa.
cai se grudando pelo ar.
se pudesse, cairia
na direção contrária
imagino um pote
grande
de caramelo bem
dourado. afundo o
dedo o espaço em
volta preenche de
doce de melado
dum nadar não sair do
lugar. dum mexer os
dedos e não os mover.
de pressionar morder os
dentes e engolir. seco,
que estala no ouvido.
o armado não foi comigo.
as corredeiras que formaram,
pelas quais passava meu sangue,
minha seiva esta seiva que
transforma não ----- permanece.
os vales profundos,
as cachoeiras de dentro
da gruta, o asfalto da
subida que não tem
atrito com o pneu
careca. som das
andorinhas mergulhadoras
que vem voam desde aonde a vista alcança
até cruzar a árvore logo em frente
para entrar de ângulo na sua caverna.
movimento retirada no fim da luz
os últimos segundos
de raios, escorrego meu pé na pedra,
sentada,
me imagino caindo.
08.02.17 2:18 a.m
o que se sucedeu. o que não se sucedeu. dias ordinários à toa fazedora de merda. feita de merda. feita a merda. uma fruta bem passada uma manga caída na rua esmagadas e jorradas pelos pés e bicicletas que pisam esse mesmo chão. uns se jorram outros pisam jorrando outros o bom mesmo é fazer a hora passar pontapé meus dedos estirados meus tendões visíveis
algo entre o dia 9 e 11.02.17
algo entre o dia 9 e 11.02.17
mais uma noite
e faço promessa de escrever sonhos,
delírios, campos de batalha, infinitas dimensões. tudo dentro de uma coisa só, mistura das coisas dos meus dias; noite que filtra os ingredientes da grande peripécia - esqueço quase tudo, toda noite.
o chamado pra interpretação ainda me abala. (tenho acordado com dificuldade de acreditar que a realidade é a realidade*) gradualmente vou conhecer esses abismos que mergulho. a sensação é de ter mergulhado de cabeça, em queda-livre, quando de repente, me deparo com um cenário. onde geralmente estou em primeira pessoa. corredores de cerca viva que vão até aonde vai a vista, morte num caixão circular, casebres de madeiras, florestas tropicais gigantes, rios gigantes, tom sépia tom avermelhado dos morros do chapadão, a vista à luz do sol que se põe, morros vermelhos, céu em degradê. migra para a realidade. dúvida em distinguir.
(não compartilhar tudo só com ela)
30.01.17 23:59
e faço promessa de escrever sonhos,
delírios, campos de batalha, infinitas dimensões. tudo dentro de uma coisa só, mistura das coisas dos meus dias; noite que filtra os ingredientes da grande peripécia - esqueço quase tudo, toda noite.
o chamado pra interpretação ainda me abala. (tenho acordado com dificuldade de acreditar que a realidade é a realidade*) gradualmente vou conhecer esses abismos que mergulho. a sensação é de ter mergulhado de cabeça, em queda-livre, quando de repente, me deparo com um cenário. onde geralmente estou em primeira pessoa. corredores de cerca viva que vão até aonde vai a vista, morte num caixão circular, casebres de madeiras, florestas tropicais gigantes, rios gigantes, tom sépia tom avermelhado dos morros do chapadão, a vista à luz do sol que se põe, morros vermelhos, céu em degradê. migra para a realidade. dúvida em distinguir.
(não compartilhar tudo só com ela)
30.01.17 23:59
nem nada
o grau de uma desilusão
desta, a minha
um ato falho
um grito
que
arranha sem pesar
o escrever no escuro
fecho os olhos e sito o atrito da
minha mão no papel invisível
não visível
o arrastar da caneta
o arrastar do sentir
qual é esse teu direito de se fazer
ouvir e não saber escutar?
nem se dispor
dá um tapa nos
meus ouvidos, me esurdeça logo.
já não tenho mais orelha pra te escutar
nem boca pra te sentir nem coração
pra te tocar nem um respiro pra soltar.
19.02.17 00:48
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
30.01.17 23:54
mais uma noite
e faço promessa de escrever meus sonhos,
delírios, campos de batalha,
repreensões acometidas
e suas formas incertas no limbo das infinitas dimensões. tudo dentro de uma coisa só, mistura de cosas do meu dia; noite que filtra os ingredientes da peripécia, que esqueço, quase tudo, toda noite.
o chamado pra interpretação ainda me abala. gradualmente vou conhecer esses abismos que mergulho. a sensação é de ter mergulhado de cabeça, em quadra livre, quando de repente, me deparo com um cenário. onde geralmente estou em primeira pessoa. corredores de cerca viva que vão até onde vai a vista, morte num caixão circular, casebres de madeira, florestas tropicais gigantes, rio gigante, tom sépia avermelhado dos morros do chapadão, a vista à luz do sol que se põe, morros vermelhos. sensação de quando se migra para a realidade. dúvida em distinguir.
e faço promessa de escrever meus sonhos,
delírios, campos de batalha,
repreensões acometidas
e suas formas incertas no limbo das infinitas dimensões. tudo dentro de uma coisa só, mistura de cosas do meu dia; noite que filtra os ingredientes da peripécia, que esqueço, quase tudo, toda noite.
o chamado pra interpretação ainda me abala. gradualmente vou conhecer esses abismos que mergulho. a sensação é de ter mergulhado de cabeça, em quadra livre, quando de repente, me deparo com um cenário. onde geralmente estou em primeira pessoa. corredores de cerca viva que vão até onde vai a vista, morte num caixão circular, casebres de madeira, florestas tropicais gigantes, rio gigante, tom sépia avermelhado dos morros do chapadão, a vista à luz do sol que se põe, morros vermelhos. sensação de quando se migra para a realidade. dúvida em distinguir.
o que de
outrora
fora
subjugado
a porta que
bate do
portão do
prédio
na madrugada
deserta
só se
escuta as
amendoeiras
derrubando
seus frutos
que batem
nos tetos dos
carros, no
chão.
a gata branca
que esquece
a língua pra
fora, que nem
a minha, a cinzenta.
eu penso no dia
aquele que não é
claro. aquele que
faz barulho quando
podia ser silencioso.
o que é isso que arrasta?
que treme?
(que é como essas bocas
carnudas)
aquilo que toca, desanda.
aquele que vive, quieto ficou.
àquela que convém, meus pesares,
pela minha perda. nenhum/nada
resguardo. claro, é o que escolho
dentre todas as felicidades e desgraças.
sem exagero. as felicidades e
infelicidades.
ao que esfria.
ar que resfria. lençol pelado.
vozes. lembro quando dormimos e
eu te sentia, suas mãos, meu corpo,
calor respiração no pescoço,
meio da noite, meio das cobertas,
dia frio, última manhã.
não soube dizer se era sonho
ou se aconteceu.
quantos seriam como esse dia?
outrora
fora
subjugado
a porta que
bate do
portão do
prédio
na madrugada
deserta
só se
escuta as
amendoeiras
derrubando
seus frutos
que batem
nos tetos dos
carros, no
chão.
a gata branca
que esquece
a língua pra
fora, que nem
a minha, a cinzenta.
eu penso no dia
aquele que não é
claro. aquele que
faz barulho quando
podia ser silencioso.
o que é isso que arrasta?
que treme?
(que é como essas bocas
carnudas)
aquilo que toca, desanda.
aquele que vive, quieto ficou.
àquela que convém, meus pesares,
pela minha perda. nenhum/nada
resguardo. claro, é o que escolho
dentre todas as felicidades e desgraças.
sem exagero. as felicidades e
infelicidades.
ao que esfria.
ar que resfria. lençol pelado.
vozes. lembro quando dormimos e
eu te sentia, suas mãos, meu corpo,
calor respiração no pescoço,
meio da noite, meio das cobertas,
dia frio, última manhã.
não soube dizer se era sonho
ou se aconteceu.
quantos seriam como esse dia?
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