You used to come to my room and sit next to my bed...
You used to tell me stories before I fall asleep...
You used to tell me to pretend that I was in a waterfall listening to the pleasant sound of the water as it fell down on the rocks...
Lately, all I have been doing - when I lay down my head on the pillow -, is listen to a loud music. So that I can keep my thoughts away from all these disappointments.
... oh, how great is that?
quinta-feira, 22 de abril de 2010
where did you go?
Pode ser complexidade minha, mas tudo tende a se afastar de mim. E por mais que às vezes eu tente preservá-los, simplesmente se vão.
E aí a saudade aparece.
Mas aparece pra deixar tudo mais complicado?
... penso que há dois tipos de saudade. A saudade aceitável e a insuportável.
Aceitável quando você tem que aceitar a distância. Quando você sabe que não há nada que possa ser feito para ela deixar de existir. E aí eu digo que ela é aceitável porque você aproveita cada momento, cada hora, cada minuto, cada segundo. Qualquer tempo é muito, considerando que vocês vivem tão longe de si. Cada momento é mais valioso.
Mas a insuportável...
... quanta mudança, quanta consideração - quanta desconsideração -, quanta complicação, quanto arrependimento, quantos momentos deixados para trás, quantos momentos não vividos, quanta decepção, quanto desleixo, quantas lágrimas, quanta espera, quanta ansiedade, quanta negligência, quanta esperança, quantas palpitações, quanta dor... quanta saudade.
"Pela força da distância, você se ausentou. Pela força que há na saudade, voltarás."
E aí a saudade aparece.
Mas aparece pra deixar tudo mais complicado?
... penso que há dois tipos de saudade. A saudade aceitável e a insuportável.
Aceitável quando você tem que aceitar a distância. Quando você sabe que não há nada que possa ser feito para ela deixar de existir. E aí eu digo que ela é aceitável porque você aproveita cada momento, cada hora, cada minuto, cada segundo. Qualquer tempo é muito, considerando que vocês vivem tão longe de si. Cada momento é mais valioso.
Mas a insuportável...
... quanta mudança, quanta consideração - quanta desconsideração -, quanta complicação, quanto arrependimento, quantos momentos deixados para trás, quantos momentos não vividos, quanta decepção, quanto desleixo, quantas lágrimas, quanta espera, quanta ansiedade, quanta negligência, quanta esperança, quantas palpitações, quanta dor... quanta saudade.
"Pela força da distância, você se ausentou. Pela força que há na saudade, voltarás."
terça-feira, 20 de abril de 2010
Um domingo
Eu costumava acordar, abrir meus olhos e pensar que estava com calor ou com frio por causa do ventilador ligado no teto. E reclamava para mim mesma.
Me levantava e ia em direção ao banheiro. Passava pelo corredor e todos estavam dormindo -meio raro isso -. Ao entrar no banheiro sentia aquele aroma emanado pelo alecrim que você colocava lá. E que te agradava tanto. O aroma penetrava pelas minhas narinas e me acalmava. Era como se eu tivesse no meio de uma floresta andando calmamente por entre os galhos e folhas úmidas mortas no chão e parasse por um instante e simplesmente respirasse. Aquele ar tão puro e natural - era a mesma sensação -.
Ia para a cozinha para pegar meu cereal. Pegava meu copo do mickey e o enchia com água. Voltava para o meu quarto, fechava a porta para não fazer barulho e lia. Esse caminho de ida e volta do meu quarto para a cozinha era tão insignificante na época. Era rotineiro. Mas lógico, que mais poderia ser? Afinal de contas era um caminho que eu fazia no mínimo vinte vezes por dia. E nem percebia.
Então o tempo passava. Mabel acordava e a primeira coisa que fazia quando saia de seu quarto era ir até o meu e falar bom dia. Deitava-se ao meu lado e só ficava lá. Ela nem olhava para trás ao sair de seu quarto. Mas óbvio, para que dar adeus a seu quarto em um dia qualquer se ela iria voltar? Ele não ia sair andando por aí ou coisa do tipo.
Conversávamos, ríamos, ajudava-a a preparar seu chá. Sentava-se em seu lugar na mesa e comia seu iogurte com granola e cream cracker com requeijão e queijo minas.
Minha mãe acordava, nos dava bom dia, preparava seu café, colocava 4 gotas de adoçante Zero Cal, colocava o pão francês no forninho e o comia com manteiga com sal.
Meu pai acordava, nos dava bom dia e preparava seu leite com nescau e o esquentava no microondas...
E então cada um ia fazer alguma coisa. Minha mãe ia assistir seus queridos seriados de domingo, eu ia para o computador e minha irmã lia Bernard Cornwell. Meu pai ia fumar na área...
A fome, perto da hora do almoço chegava e eu pulava por cima da minha cama para o outro lado do quarto. Ia em direção ao quarto da minha mãe para falar que estava com fome. E ela ria. Fomos para a cozinha e pensamos no que fazer para o almoço. Ela sabia o quanto eu gostava de macarrão com molho de tomate e ovo - do jeito que fazíamos na casa da tia Heloísa e depois íamos passear com tia Mônica na Moreira César-. E então fizemos macarrão.
O almoço estava pronto. E como sempre, era só falar que o almoço estava pronto que meu pai entrava no banho. Esperávamos por ele. E então cada um sentava-se em seu respectivo lugar à mesa e conversávamos. Terminamos de almoçar e tínhamos o dia inteiro ainda pela frente.
Resolvemos alugar um filme.
Como só eu e você queríamos assistir o filme, fomos para o meu quarto e fechamos as cortinas. O quarto realmente ficava muito agradável. Aquele escurinho que ao mesmo tempo era meio claro. A luz do sul batendo contra a cortina rosa e fazendo o quarto parecer o meu quarto. Me encostava na parede e meu campo de visão ainda era do meu quarto. A estante, meu som branco, os filmes, meu amplificador, meus bichinhos e fotos, minha bagunça e seus livros que nunca vi serem lidos. Era uma visão comum.
Começávamos a assistir o filme e só depois de muito tempo nos lembrávamos da pipoca. E então você ia até a cozinha - fumava um pouco que eu sei - e fazia a pipoca de panela. Quando voltava para meu quarto perguntava quem fazia a melhor pipoca do mundo. E eu não era modesta na resposta. Realmente era a melhor pipoca.
Vimos o filme e então você ia fumar... - não lembro outro comportamento, outra atitude, outro hábito. Está tudo se esvaindo na memória-.
O dia passava e finalmente anoiteceu. E antes mesmo que eu pudesse perceber, a luz proveniente da lua entrava pela janela do meu quarto. Estava ventando e a janela fazia barulhos. Barulhos como se fossem trovões. Poderia ser assustador para qualquer um, mas eu já estava acostumada e gostava. Era ao mesmo tempo turbulento e ameno. Era satisfatório quando eu ainda podia sentir a brisa do vento passando pela janela entreaberta que fazia as cortinas voarem e as páginas do meu livro virarem. Era satisfatório quando eu sequer podia ouvir o barulho turbulento e ameno que o vento fazia ao bater contra a janela. Era sim confortável e agradável. Eu me sentia estabilizada, concreta, firme, calma. Eu ainda sabia onde procurar por minha essência dentro de mim. Eu ainda conseguia respirar. Não estava sufocando.
Você entrou no meu quarto para me dar boa noite - incrivelmente não tínhamos brigado esse dia-. E você falava quão bom era tomar banho de lua. Falava o quanto gostava, o quanto isso te deixava calmo. E deitava-se comigo. Podíamos ouvir os barulhos de alguns carros freiando para passar pelo quebra-mola lá na rua, dos morcegos, dos grilos. Nem me lembro mais quando tudo isso aconteceu. Não me lembro mais quando eu ainda me sentia assim. Tão estabilizada.
Tudo agora é passageiro. Não sei bem se é passageiro. Talvez só seja porque tudo é tão desconfortável e incômodo, que eu só quero que esse momento acabe logo; que eu só quero que essa angústia se vá.
Mas eu não quero que tudo isso seja efêmero - pois desde o momento que eu entro pela porta da cozinha até o momento em que eu finalmente volto para o elevador e consigo respirar novamente -, foi tudo uma encenação. Encenação porque tudo que eu falo e faço na hora não é o que eu realmente penso e sinto.
Quando agora eu vou da cozinha para não sei onde, eu só desejo que o corredor fosse eterno, que nunca chegasse ao seu fim. Que ele não chegasse ao fim para que assim eu não tenha que me dar conta que acabou, que não vai voltar, que se esvairam... Aqueles momentos. Aquelas sensações que pareciam tão rotineiras. Mas que agora eu só quero de volta um antigo domingo. Eu repasso todos os momentos, conversas e atitudes na memória para tentar buscar um pouco dessas sensações de estabilidade novamente.
Mas a minha memória não está mais completa. Muitas memórias e momentos foram perdidos, foram embora. E decepções e descontentamentos ocuparam seus lugares. Não lembro mais teus hábitos. Não lembro mais o que costumava fazer a não ser fumar. E nem fumar você fuma mais. Simplesmente parou. E como eu vou saber?
Vou simplesmente imaginar que estou deitada na minha cama no meio de uma clareira, por onde a luz da lua entre e eu consiga ouvir os grilos e morcegos na noite. Por onde eu consiga olhar para o céu claramente e ver as estrelas ao redor da lua. E sentir a brisa do vento. O mesmo vento que fazia as janelas baterem e as cortinas voarem. E aí eu consiga me sentir calma novamente. Voltar nos pensamentos para o lugar que eu pertenço.
E aí respirar.
Me levantava e ia em direção ao banheiro. Passava pelo corredor e todos estavam dormindo -meio raro isso -. Ao entrar no banheiro sentia aquele aroma emanado pelo alecrim que você colocava lá. E que te agradava tanto. O aroma penetrava pelas minhas narinas e me acalmava. Era como se eu tivesse no meio de uma floresta andando calmamente por entre os galhos e folhas úmidas mortas no chão e parasse por um instante e simplesmente respirasse. Aquele ar tão puro e natural - era a mesma sensação -.
Ia para a cozinha para pegar meu cereal. Pegava meu copo do mickey e o enchia com água. Voltava para o meu quarto, fechava a porta para não fazer barulho e lia. Esse caminho de ida e volta do meu quarto para a cozinha era tão insignificante na época. Era rotineiro. Mas lógico, que mais poderia ser? Afinal de contas era um caminho que eu fazia no mínimo vinte vezes por dia. E nem percebia.
Então o tempo passava. Mabel acordava e a primeira coisa que fazia quando saia de seu quarto era ir até o meu e falar bom dia. Deitava-se ao meu lado e só ficava lá. Ela nem olhava para trás ao sair de seu quarto. Mas óbvio, para que dar adeus a seu quarto em um dia qualquer se ela iria voltar? Ele não ia sair andando por aí ou coisa do tipo.
Conversávamos, ríamos, ajudava-a a preparar seu chá. Sentava-se em seu lugar na mesa e comia seu iogurte com granola e cream cracker com requeijão e queijo minas.
Minha mãe acordava, nos dava bom dia, preparava seu café, colocava 4 gotas de adoçante Zero Cal, colocava o pão francês no forninho e o comia com manteiga com sal.
Meu pai acordava, nos dava bom dia e preparava seu leite com nescau e o esquentava no microondas...
E então cada um ia fazer alguma coisa. Minha mãe ia assistir seus queridos seriados de domingo, eu ia para o computador e minha irmã lia Bernard Cornwell. Meu pai ia fumar na área...
A fome, perto da hora do almoço chegava e eu pulava por cima da minha cama para o outro lado do quarto. Ia em direção ao quarto da minha mãe para falar que estava com fome. E ela ria. Fomos para a cozinha e pensamos no que fazer para o almoço. Ela sabia o quanto eu gostava de macarrão com molho de tomate e ovo - do jeito que fazíamos na casa da tia Heloísa e depois íamos passear com tia Mônica na Moreira César-. E então fizemos macarrão.
O almoço estava pronto. E como sempre, era só falar que o almoço estava pronto que meu pai entrava no banho. Esperávamos por ele. E então cada um sentava-se em seu respectivo lugar à mesa e conversávamos. Terminamos de almoçar e tínhamos o dia inteiro ainda pela frente.
Resolvemos alugar um filme.
Como só eu e você queríamos assistir o filme, fomos para o meu quarto e fechamos as cortinas. O quarto realmente ficava muito agradável. Aquele escurinho que ao mesmo tempo era meio claro. A luz do sul batendo contra a cortina rosa e fazendo o quarto parecer o meu quarto. Me encostava na parede e meu campo de visão ainda era do meu quarto. A estante, meu som branco, os filmes, meu amplificador, meus bichinhos e fotos, minha bagunça e seus livros que nunca vi serem lidos. Era uma visão comum.
Começávamos a assistir o filme e só depois de muito tempo nos lembrávamos da pipoca. E então você ia até a cozinha - fumava um pouco que eu sei - e fazia a pipoca de panela. Quando voltava para meu quarto perguntava quem fazia a melhor pipoca do mundo. E eu não era modesta na resposta. Realmente era a melhor pipoca.
Vimos o filme e então você ia fumar... - não lembro outro comportamento, outra atitude, outro hábito. Está tudo se esvaindo na memória-.
O dia passava e finalmente anoiteceu. E antes mesmo que eu pudesse perceber, a luz proveniente da lua entrava pela janela do meu quarto. Estava ventando e a janela fazia barulhos. Barulhos como se fossem trovões. Poderia ser assustador para qualquer um, mas eu já estava acostumada e gostava. Era ao mesmo tempo turbulento e ameno. Era satisfatório quando eu ainda podia sentir a brisa do vento passando pela janela entreaberta que fazia as cortinas voarem e as páginas do meu livro virarem. Era satisfatório quando eu sequer podia ouvir o barulho turbulento e ameno que o vento fazia ao bater contra a janela. Era sim confortável e agradável. Eu me sentia estabilizada, concreta, firme, calma. Eu ainda sabia onde procurar por minha essência dentro de mim. Eu ainda conseguia respirar. Não estava sufocando.
Você entrou no meu quarto para me dar boa noite - incrivelmente não tínhamos brigado esse dia-. E você falava quão bom era tomar banho de lua. Falava o quanto gostava, o quanto isso te deixava calmo. E deitava-se comigo. Podíamos ouvir os barulhos de alguns carros freiando para passar pelo quebra-mola lá na rua, dos morcegos, dos grilos. Nem me lembro mais quando tudo isso aconteceu. Não me lembro mais quando eu ainda me sentia assim. Tão estabilizada.
Tudo agora é passageiro. Não sei bem se é passageiro. Talvez só seja porque tudo é tão desconfortável e incômodo, que eu só quero que esse momento acabe logo; que eu só quero que essa angústia se vá.
Mas eu não quero que tudo isso seja efêmero - pois desde o momento que eu entro pela porta da cozinha até o momento em que eu finalmente volto para o elevador e consigo respirar novamente -, foi tudo uma encenação. Encenação porque tudo que eu falo e faço na hora não é o que eu realmente penso e sinto.
Quando agora eu vou da cozinha para não sei onde, eu só desejo que o corredor fosse eterno, que nunca chegasse ao seu fim. Que ele não chegasse ao fim para que assim eu não tenha que me dar conta que acabou, que não vai voltar, que se esvairam... Aqueles momentos. Aquelas sensações que pareciam tão rotineiras. Mas que agora eu só quero de volta um antigo domingo. Eu repasso todos os momentos, conversas e atitudes na memória para tentar buscar um pouco dessas sensações de estabilidade novamente.
Mas a minha memória não está mais completa. Muitas memórias e momentos foram perdidos, foram embora. E decepções e descontentamentos ocuparam seus lugares. Não lembro mais teus hábitos. Não lembro mais o que costumava fazer a não ser fumar. E nem fumar você fuma mais. Simplesmente parou. E como eu vou saber?
Vou simplesmente imaginar que estou deitada na minha cama no meio de uma clareira, por onde a luz da lua entre e eu consiga ouvir os grilos e morcegos na noite. Por onde eu consiga olhar para o céu claramente e ver as estrelas ao redor da lua. E sentir a brisa do vento. O mesmo vento que fazia as janelas baterem e as cortinas voarem. E aí eu consiga me sentir calma novamente. Voltar nos pensamentos para o lugar que eu pertenço.
E aí respirar.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
seriously?
E quem disse que eu quero seu dinheiro? Eu não quero essa tentativa de demonstração que você se importa por meio de dinheiro. Não é isso que eu quero e preciso. Não é essa forma de tentativa que eu quero vinda de você pra me provar que você exista ou até mesmo se importa. Ou pelo menos é o que tenta mostrar.
Why don't you simply allow yourself to stick around us?
All that shit is getting old.
Aquelas coisas boas que supostamente eram pra existir a todo momento, ou ao menos serem tão boas a ponto de valerem a pena serem lembradas, não estão mais na memória.
Seriously?
Just cut the fucking crap.
Why don't you simply allow yourself to stick around us?
All that shit is getting old.
Aquelas coisas boas que supostamente eram pra existir a todo momento, ou ao menos serem tão boas a ponto de valerem a pena serem lembradas, não estão mais na memória.
Seriously?
Just cut the fucking crap.
sábado, 17 de abril de 2010
over and over
Será que já tá na hora de começar mais um dia? Espero que não, mal dormi, nem sonhei. Mas se for, tenho que abrir meus olhos, lutar contra essa força que me faz querer ficar na cama pra sempre. Decidi. Não vou abrir meus olhos ainda, só vou ficar por 5 minutos pensando.
Pela minha percepção posso sentir que está escuro ainda, não sinto entrar nenhuma claridade por entre as brechas da persiana. Posso sentir também que minha irmã ainda não acordou, pois se já tivesse acordado teria desligado o ventilador. E eu ainda sinto o vento no meu rosto como se tivesse de braços abertos na frente de um navio.
Os pássaros estão começando a cantar. Aquele canto reconfortante que anuncia a vinda da manhã, criando aquela melodia delicada e harmônica. Eu acho uma bela maneira de começar o dia. Ouvindo os pássaros cantarem.
Tão sutil, tão firme, tão delicado, tão tranquilo, tão sereno, tão pacato, tão cronológico é o canto deles. Me espanta o quão bonito é.
Ah sim. Agora eu sinto o calor de alguns raios de sol enxeridos batendo contra minha coberta. Tá aí outra coisa que me impressiona. O sol.
Todo dia o sol se levanta, lá de bem longe, no horizonte, todo brilhante, esvoaçante, resplandecente. Como se todo dia ele tivesse que estar de bom humor - e incrivelmente ele está! -. Todo santo dia ele se levanta ao horizonte, com a responsabilidade de nos provir de um novo dia. E olha que ele nem reclama. Ele nem tem o direito de ficar de mau humor e simplesmente não aparecer para nós - por isso o admiro -.
Tudo bem que tem alguns dias que a gente consegue perceber que ele tá meio triste ou com preguiça - e nessas horas as nuvens são ótimas amigas, elas cobrem o céu todinho só pra que o sol nao precise ficar sorrindo para nós o dia todo -. E mesmo nesses dias, conseguimos sentir o calor exalado por ele. Talvez seja a forma dele nos dizer : "Calma, eu ainda estou aqui. Eu voltarei."
É bom saber disso as vezes. Que por mais que tudo indique que ele não tá ali, ele nos surpreende e demonstra que nunca vai nos deixar.
Todo mundo tem que descansar né, até o sol. E é nessa hora que aparecem as estrelas. Ah, as estrelas...
E de repente o vento parou e ouvi passos... tá na hora.
Pela minha percepção posso sentir que está escuro ainda, não sinto entrar nenhuma claridade por entre as brechas da persiana. Posso sentir também que minha irmã ainda não acordou, pois se já tivesse acordado teria desligado o ventilador. E eu ainda sinto o vento no meu rosto como se tivesse de braços abertos na frente de um navio.
Os pássaros estão começando a cantar. Aquele canto reconfortante que anuncia a vinda da manhã, criando aquela melodia delicada e harmônica. Eu acho uma bela maneira de começar o dia. Ouvindo os pássaros cantarem.
Tão sutil, tão firme, tão delicado, tão tranquilo, tão sereno, tão pacato, tão cronológico é o canto deles. Me espanta o quão bonito é.
Ah sim. Agora eu sinto o calor de alguns raios de sol enxeridos batendo contra minha coberta. Tá aí outra coisa que me impressiona. O sol.
Todo dia o sol se levanta, lá de bem longe, no horizonte, todo brilhante, esvoaçante, resplandecente. Como se todo dia ele tivesse que estar de bom humor - e incrivelmente ele está! -. Todo santo dia ele se levanta ao horizonte, com a responsabilidade de nos provir de um novo dia. E olha que ele nem reclama. Ele nem tem o direito de ficar de mau humor e simplesmente não aparecer para nós - por isso o admiro -.
Tudo bem que tem alguns dias que a gente consegue perceber que ele tá meio triste ou com preguiça - e nessas horas as nuvens são ótimas amigas, elas cobrem o céu todinho só pra que o sol nao precise ficar sorrindo para nós o dia todo -. E mesmo nesses dias, conseguimos sentir o calor exalado por ele. Talvez seja a forma dele nos dizer : "Calma, eu ainda estou aqui. Eu voltarei."
É bom saber disso as vezes. Que por mais que tudo indique que ele não tá ali, ele nos surpreende e demonstra que nunca vai nos deixar.
Todo mundo tem que descansar né, até o sol. E é nessa hora que aparecem as estrelas. Ah, as estrelas...
E de repente o vento parou e ouvi passos... tá na hora.
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