e eu, que um dia
já tive visões tão otimistas sobre
duas pessoas vivendo realidades
tão distintas; separadas pela distância...
apenas pela distância.
e eu, que já cheguei a achar
que um motivo maior
manteria a integridade em meu ser;
de viver, ser, estar, sentir.
e me vi traída
pela única coisa
que achava ser a chave para me manter
o mais perto possível;
apesar da distância.
hoje, não sei. já não sei.
como compartilhar realidades tão afastadas?
como se apoiar em certezas tão indefinidas?
(e eu não escrevo isso para ninguém; ou pensando em alguém. apenas tomo como base parte dos meus pedaços deixados por aí)
sem querer subestimar as pessoas...
ou a mim mesma...
só sei das coisas que me foram mostradas.
me conforto por saber que existem oportunidades.
realidades estão por aí.
e meu tempo não requer pressa.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
uma viagem pós viagem
eu dormia com a mente naquele estado confuso entre a realidade e sonho a um milésimo de segundo distantes. já era de manhã quando me deitei. eu sentia o clarão toda vez que batia um vento e a cortina voava. entrava luz pela fresta da janela. me via diante de um horizonte perfeitamente panorâmico. e no instante em que a cortina voava, tudo se misturava. eu sentia a claridade nos meus olhos e o sol me saudava no horizonte fazendo com que minha ilusão se resumisse a um feixe de luz que tomava conta de todo o meu campo de visão. o sol amarelo, forte, cheio, aparecia no meio e um grande raio saía pelos lados. ia se afinando conforme ia chegando no limite da paisagem. se eu pudesse colocar de forma mais clara... um batimento cardíaco! o sol aparecia como um único e firme pulso e sua vibração ia se disseminando pelo feixe de luz que se tornava cada vez mais tênue nas extremidades. eu respirava e o feixe diminuía. e isso se repetiu. senti o sol nascer em mim. senti em cada ponto. aguda.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
um tempo que preza por não ter tempo, por não ter prontidão. um tempo denominado atemporal. um tempo que flui sem pressa; que não se deixa vencer pelo atrito e vai seguindo em seu rumo. um rumo não pré-estabelecido. um rumo incerto. um rumo em construção. mas me deixa! me deixa no meu trem! os passageiros que carrego ao meu lado são todos amigos de datas. meu tempo e meu rumo seguem comigo!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
um som para um suspiro
eu respiro fundo pra não deixar a raiva aflorar. eu pressiono meus olhos; travo os dentes; fecho as mãos.
é frustrante.
é a mesma coisa. foi a mesma coisa.
quanto tempo, novamente, me dediquei à tal coisa;
quanto tempo, novamente, minha paciência foi testada;
quanto tempo, novamente, eu olho pra trás desejando que as coisas tivessem sido completamente diferentes;
não é pedir demais pra que as pessoas se esforcem um pouco, sabe?
não é pedir demais que as pessoas tenham consideração;
dói como se algo tivesse pisando em meu pulmão.
sufoco.
não é querer pedir demais
é só pedir um pouco
não é que eu me esforce o quanto, talvez, devesse
é que me esforço demais
não é que eu releve muitas coisas
relevei infinitas coisas
e eu não me esqueço do dia que eu finalmente respirei fundo e saí andando e deixei você reclamando e discutindo sozinha;
cheguei na esquina, acendi meu cigarro, e as lágrimas quiseram jorrar.
foi difícil.
mas continuei, continuei andando, fumando, pensando; e a ma apareceu de uma forma tão inesperada quanto sicronizada; era tudo que eu precisava pra me confortar naquela hora. e seu abraço me deu tantas forças.
durou um pouco... mas durou.
é uma pena, às vezes, que eu não seja rancorosa.
(que coisa, eu sempre falo disso.)
é que talvez seria mais fácil se eu tivesse uns contras mais exclamados que os prós. parece que a minha cabeça é programada pra ressaltar os prós; independentemente de quão... de quão profundamente as coisas que você fez se dissipam em meu interior.
e eu detesto conseguir aceitar a ideia de que as pessoas podem estar em patamares diferentes, e que, às vezes, as horas não batem; mas que podem bater. NÃO! não é bom pensar assim... seria bom se junto com esse pensamento, tudo fosse junto. mas não vai. não vai.
e eu sei que você tá pouco se fodendo.
idiota.
me sinto idiota.
estagnada em uma questão sem sentido que foi perfeitamente esclarecida há muito tempo.
nada sairia daí. nada afloraria. nada se demonstraria.
mas eu sei, no fundo eu sei, que não foi tudo ilusão.
não desta vez.
eu sei da sua parte.
eu sei da minha parte.
só respiro fundo pra não deixar a raiva aflorar. eu pressiono meus olhos; travo os dentes; fecho as mãos.
- já sinto o ar mais fresco.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
a hand mark on the window
i open a locked side of mine
- when i manage to leave my marks
when thoughts can't seem to stop
i can feel the presence afterwards
i can picture
the touch
the scent
the lines of your every line
the form of my very form
i can keep remembering
your whispers
your smell
your softness
your warmness
- when i fucking manage to leave my marks
i can
certainly
not find it easy to forget
it all
it - you
it - your hand
it - your breath
the scent
of it all.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
aquela noite
e eu, que não soube - nem sei - distinguir se foi sonho ou realidade...
que mergulhei naquele momento;
que me deixei levar pelo toque...
por toda sua envoltura
por todo o calor exalado que senti.
senti um carinho.
e sinto que sussurrei algo.
- um murmúrio?
um murmúrio sussurrado.
que mergulhei naquele momento;
que me deixei levar pelo toque...
por toda sua envoltura
por todo o calor exalado que senti.
senti um carinho.
e sinto que sussurrei algo.
- um murmúrio?
um murmúrio sussurrado.
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