domingo, 24 de fevereiro de 2013

uma viagem pós viagem

eu dormia com a mente naquele estado confuso entre a realidade e sonho a um milésimo de segundo distantes. já era de manhã quando me deitei. eu sentia o clarão toda vez que batia um vento e a cortina voava. entrava luz pela fresta da janela. me via diante de um horizonte perfeitamente panorâmico. e no instante em que a cortina voava, tudo se misturava. eu sentia a claridade nos meus olhos e o sol me saudava no horizonte fazendo com que minha ilusão se resumisse a um feixe de luz que tomava conta de todo o meu campo de visão. o sol amarelo, forte, cheio, aparecia no meio e um grande raio saía pelos lados. ia se afinando conforme ia chegando no limite da paisagem. se eu pudesse colocar de forma mais clara... um batimento cardíaco! o sol aparecia como um único e firme pulso e sua vibração ia se disseminando pelo feixe de luz que se tornava cada vez mais tênue nas extremidades. eu respirava e o feixe diminuía. e isso se repetiu. senti o sol nascer em mim. senti em cada ponto. aguda.

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