quinta-feira, 30 de agosto de 2012
todo mundo tem crises existenciais e nem por isso precisamos ser necessariamente babacas com as pessoas que se importam com a gente ou que chegaram a se importar um dia. eu já sou caótica demais pra tentar viver mutuamente com um caos que eu nem sequer tenho a paciência pra querer entender. e meu sentimento em relação a certas pessoas é: tolerância; só, e somente só, tolerância - e forçada ainda por cima.
sábado, 25 de agosto de 2012
uma sensação - em um de seus (vários) sentidos
medo de essa dor angustiante - ao pensar no nossos rumos divergentes - não passar logo. não sei quantos cigarros vou precisar fumar pra esse murmúrio de saudade não escapulir. não sei explicar o que é essa frustração... essa desilusão brusca dessa coisa construída tão veemente durante esse tempo. eu tô com frio e eu to sozinha. pedalei, senti o vento cortando meu rosto, meu cachecol voando junto com meu cabelo, cheguei em casa, tirei toda a roupa, peguei minha música, o brigadeiro, o cigarro, liguei a luz azul pra me acalmar e deitei no chão. me sinto bem. sinto um profundo alívio acompanhado de algumas dúvidas. tento juntar os pedaços - meus pedaços -, eles não tão se encaixando muito bem; não consigo determinar qual meu limite pra ficar tentando e tentando juntar tudo. quando penso que acabou, tenho dúvidas quanto a isso... quando tento ter certeza de que pode constituir algo, sou convencida do contrário. assim não consigo... dessa forma é demais... me canso.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
à beira do ciclo
me dá raiva saber que você não dá a mínima...
o pior de tudo, é a falta de vontade de fazer qualquer coisa que seja, dar certo...
parece que você não acredita em nada, não tem fé nas coisas...
fico esperando que você não desista da gente, mas não vejo como seria possível...
você desiste de você mesma.
é uma coisa completamente decadente...
me dá nos nervos pensar que eu convivo nesse meio de dúvidas...
você não tem certeza de nada...
você não tem certeza nem se quer me ver,
como vai entender meus olhos, um dia?
me angustia saber que isso tá além do meu alcance...
não consigo descobrir...
o que estou fazendo errado?
será que você não consegue enxergar que eu luto comigo mesma?
é tão difícil pra mim me segurar quanto é difícil pra você só admitir.
preciso segurar as rédeas dos meus pensamentos ou idealizações;
me parar, às vezes, quando estou na beira da retrocedência;
se cheguei até aqui...
sim, consegui.
agora preciso manter.
o pior de tudo, é a falta de vontade de fazer qualquer coisa que seja, dar certo...
parece que você não acredita em nada, não tem fé nas coisas...
fico esperando que você não desista da gente, mas não vejo como seria possível...
você desiste de você mesma.
é uma coisa completamente decadente...
me dá nos nervos pensar que eu convivo nesse meio de dúvidas...
você não tem certeza de nada...
você não tem certeza nem se quer me ver,
como vai entender meus olhos, um dia?
me angustia saber que isso tá além do meu alcance...
não consigo descobrir...
o que estou fazendo errado?
será que você não consegue enxergar que eu luto comigo mesma?
é tão difícil pra mim me segurar quanto é difícil pra você só admitir.
preciso segurar as rédeas dos meus pensamentos ou idealizações;
me parar, às vezes, quando estou na beira da retrocedência;
se cheguei até aqui...
sim, consegui.
agora preciso manter.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
tenho confusões acontecendo dentro de mim
o que devo esperar, o que já esperei um dia?
o que penso, o que penso ter esperado um dia?
penso, divago, exteriorizo...
quero ser entendida e ninguém faz um esforço sequer!!!
não estou em uma posição no momento em que eu consiga me entender claramente...
sinto um pouco de obscuridade em minhas vontades e motivações...
eu esperava coexistir com alguém... esperava poder me dividir com alguém.
eu não sei o que esperar desse esperado...
não consigo decidir qual rumo tomar, quando continuar, quando parar...
temo em sentir dúvida após alguma decisão, ou desdecisão.
me assusta o susto das pessoas ao ouvirem certas verdades... certas perspectivas...
me assusto ao pensar na falta de questão... de questão de credibilidade...
me assusto ao pensar que não há motivos suficientes para alguma concretização...
me assusto ao tentar entender o que às vezes não se quer ser entendido...
me assusto ao conviver com certas ideias de que tentei de menos... ou de mais...
me assusto com minhas confusões...
me assusto com o rumo das coisas...
me assusto com o fluxo das coisas...
me assusto...
talvez esteja um pouco assustada comigo.
mas 'é o que temos pra hoje'.
que coisa mais estúpida de se falar pra alguém.
vai tomar uma vergonha nessa cara.
puta que pariu.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
acabei de pensar que nunca havia parado na árvore para escrever. é um domingo nublado, o sol mal esquentava. a brisa, em seus dois sentidos, bate em mim. começo a pensar se vai chover. me recuso a acreditar que isso vai ser.
é um fim de tarde em curitiba. o sol se põe e a árvore é quase a única coisa iluminada por ele. o sol me esquenta da mesma forma que o cigarro queima minha boca. a fumaça cinzenta sai voando com o vento. flui tão naturalmente. viaja com suavidade. dois passarinhos levantam vôo e se firmam em um fluxo cortando o horizonte. meu horizonte é demarcado por araucárias, postes e alguns prédios. o sol entra por entre as folhas da árvore; acima, o céu azulzinho. me deparo com um dia tão agradável, sendo que esperava por algo tão escurecido, nublado. desfruto dessa positividade. a música desse fim de tarde me serve um banquete de sensações e sentimentos. minha percepção está aguçada! os pássaros da música se confundem com os pássaros do parque. o sino bate. junto todos os sons em um só. desci um galho para me esquentar com o sol.
dias excepcionalmente claros e ensolarados mas não exatamente quentes. no sol, me esquento, mas a brisa refresca. na sombra dá saudade do sol. as ruazinhas pelas quais passo, me acrescentam uma vontade de um futuro projetado nelas. com toda sua tranquilidade, serenidade, me passam um ar de paz, estabilidade.
domingo, 5 de agosto de 2012
eu gosto de pensar que nada se concretizou ainda porque não é tempo… acredito que as coisas convergem pra um destino satisfatório. passamos por incertezas, desabamos, caímos nos abismos que nós mesmos construímos, mas se esse for um destino muito desejado… as coisas vão ficar bem. nossas vontades são essenciais para que cheguemos a algum lugar. e gosto da minha bem convicta.
suspiro de saudade
eu tenho saudade das coisas que já foram um dia alguma coisa... pessoas que já me fizeram tão bem; o pinheiro na frente da janela do meu quarto; o passarinho na minha janela; pão de queijo trazido pela vó na cama; de ver sessão da tarde; de confundir férias com rotina; do amor dos meus pais; da inocência da minha irmã; dos meus 10 anos; das minhas blusas pretas; de declarações de amor ingênuo por entre as grades; de sair andando sorrindo depois do primeiro beijo mais sincero...; de um dia ter visto o céu nublado com você; e o céu estrelado também; de ter visto o azul em cima de nós por entre os galhos; da árvore; das pessoas que não posso ter ao meu lado...; das coisas que vão além do meu controle; saudade das coisas que nem aconteceram; saudade de achar que um dia as coisas poderiam ser reversíveis...; saudade da minha credibilidade; da minha fé; saudade de ler alguns livros; de sorvete com nutella; de quase virar a noite assistindo seriados; de me isolar quando eu bem quisesse...; de fazer caminhos secretos andando de bike... saudade... só saudade... saudade de coisas boas. saudade é uma coisa boa. meu coração suspira... de saudade.
em algum lugar no tempo
'como as ondas do mar sempre vão e vem;
nossos beijos de adeus na estação de trem;
o gosto de lágrimas no rosto;
palavras murmuradas que eu quase nem ouço'
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
‘A hipocrisia disfarçada de todos os relacionamentos era a maior causa de sua angústia indescritível. Ela tinha um nojo da dualidade de intenções dos seres humanos que ora amam, ora usam, e preferia a clareza da sacanagem e a certeza do vazio.
Quando o amor é falso, a mágoa é tão grande que você o trai amando justamente a falta dele.’
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