terça-feira, 7 de agosto de 2012
acabei de pensar que nunca havia parado na árvore para escrever. é um domingo nublado, o sol mal esquentava. a brisa, em seus dois sentidos, bate em mim. começo a pensar se vai chover. me recuso a acreditar que isso vai ser.
é um fim de tarde em curitiba. o sol se põe e a árvore é quase a única coisa iluminada por ele. o sol me esquenta da mesma forma que o cigarro queima minha boca. a fumaça cinzenta sai voando com o vento. flui tão naturalmente. viaja com suavidade. dois passarinhos levantam vôo e se firmam em um fluxo cortando o horizonte. meu horizonte é demarcado por araucárias, postes e alguns prédios. o sol entra por entre as folhas da árvore; acima, o céu azulzinho. me deparo com um dia tão agradável, sendo que esperava por algo tão escurecido, nublado. desfruto dessa positividade. a música desse fim de tarde me serve um banquete de sensações e sentimentos. minha percepção está aguçada! os pássaros da música se confundem com os pássaros do parque. o sino bate. junto todos os sons em um só. desci um galho para me esquentar com o sol.
dias excepcionalmente claros e ensolarados mas não exatamente quentes. no sol, me esquento, mas a brisa refresca. na sombra dá saudade do sol. as ruazinhas pelas quais passo, me acrescentam uma vontade de um futuro projetado nelas. com toda sua tranquilidade, serenidade, me passam um ar de paz, estabilidade.
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