sábado, 25 de agosto de 2012

uma sensação - em um de seus (vários) sentidos

medo de essa dor angustiante - ao pensar no nossos rumos divergentes - não passar logo. não sei quantos cigarros vou precisar fumar pra esse murmúrio de saudade não escapulir. não sei explicar o que é essa frustração... essa desilusão brusca dessa coisa construída tão veemente durante esse tempo. eu tô com frio e eu to sozinha.  pedalei, senti o vento cortando meu rosto, meu cachecol voando junto com meu cabelo, cheguei em casa, tirei toda a roupa, peguei minha música, o brigadeiro, o cigarro, liguei a luz azul pra me acalmar e deitei no chão. me sinto bem. sinto um profundo alívio acompanhado de algumas dúvidas. tento juntar os pedaços - meus pedaços -, eles não tão se encaixando muito bem; não consigo determinar qual meu limite pra ficar tentando e tentando juntar tudo. quando penso que acabou, tenho dúvidas quanto a isso... quando tento ter certeza de que pode constituir algo, sou convencida do contrário. assim não consigo... dessa forma é demais... me canso.

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