segunda-feira, 19 de agosto de 2013

me submeter
a certas situações

triste
repensar
triste
reviver
triste
realizar

como eu ia saber
e pior que tinha como.

sábado, 17 de agosto de 2013

algo como uma súbita angústia no peito, reacende alguns medos.
algo como uma súbita realização de que as origens do que já me quebrou podem ter sido esquecidas... mas não a sensação.
perceber que eu tenho curiosidades mas não sei se quero saber respostas; é um indicativo.
pressionar as pálpebras e tremer o pé enquanto exalo a respiração e pressiono meu abdômen.
o olho que vai sendo umedecido e a visão vai se tornando turva.
passo a mão por meu cabelo, esquivo a cabeça. se eu pudesse entrar em minha mente, eu estaria apertando meu cérebro.

me dá vontade de chorar.
eu choro porque me confundo nas minhas próprias aparências.
o que é isso que parece e não transparece?
e que é isso que me parece e não me é?
e de onde ressurgiu esse aperto tão fodido?

eu tenho pavor de me sentir impotente de novo.

'não é possível! até no sonho era inalcançável!
nem acordar queria... nem sonhar queria...
a frustração era grande diante de tamanha impotência.
foi tomada pela melancolia.'

me dá vontade de sumir, às vezes...

mas o que é?
 é medo de saber?
é medo de perder? (perder o que pode nem ter sido)
(o que não foi. o que não teve chance de ser. o que foi anulado.)
é o medo?

eu queria saber como teria sido se eu não fosse tão seca desde tão cedo.
fico tentando descobrir ou levar minhas memórias ao momento em que me abati.
eu falo pra mim mesma 'você é doida!'
e já cheguei a pedir... 'não me ache louca...'

quantas antíteses
quantos paradoxos
me constroem?
me são?

talvez, todo o questionamento seja retórico - a exteriorização dele.
aconteço em ciclos. visíveis. retratados. revividos.
tenho medo de previsões.
mas me é impossível não prever.
e se eu disser que eu faço de tudo pra evitá-las...
e mesmo assim, pesa na minha cabeça?

e de quantas certezas eu preciso pra tornar as incertezas irrelevantes?

quarta-feira, 3 de julho de 2013

.

vou me renovando de fase em fase

vou aceitando acontecimentos inéditos

tento ir caminhando, construindo momentos

algumas situações me pedem mais esforço

e vem uma pontada tão grande
quando realizo
que às vezes me falta esse vigor

esse sentimento de exalar minha essência

e inevitavelmente esperar um bombardeamento digno

evidente de um compartilhamento bonito de nossos olhares...

são nessas noites
que sinto uma ausência

24.06.13

terça-feira, 2 de julho de 2013

.

tenho que saber fazer escolhas mais sábias

(de que ponto de vista?)

do meu, por me achar - às vezes - idiota ao ficar pensando e se e se e se e se e se

ou: já fiz, e agora e agora e agora - e agora?

- ecoa.

.

eu vou estar sempre matutando as atitudes de alguém.
eu tive a personificação do meu maior dilema.
assim, na minha frente.
à mercê da minha escolha.
e claro, escolhi o racional, o maçante, a estimulação.

Parece que eu não enxergo objetividade.
Parece que eu tenho medo de abraçar a espontaneidade.

Ou então, eu tô louca.
e é tudo normal.
       - se, eu pensar que tudo é distinto.

(mas pensado bem, eu não preciso me moldar às diferentes situações; preciso reconhecer e dar credibilidade ao meu impulso).
seria mais fácil se eu não soubesse.

mas eu não conheço a possibilidade do não saber.

quando paro pra pensar, já tá tudo pensado e as coisas começam a se esclarecer diante de mim como se fosse óbvio/lógico que tudo que acontece é mera explicação pra tudo que sou - pra tudo que me faz.

e no fundo, admito que tudo isso aí faz o maior sentido. porque foi tudo racional.

e que saco. cansei, tô cansada.
eu não quero mais parar depois e chegar à conclusão que fiz a escolha errada (de novo) e, justamente, por matutar demais.
mas eu vou estar sempre matutando as atitudes de alguém.


é isso, na real.
eu pressuponho as coisas e depois não consigo fechar meus olhos pras possibilidades de merda.
acho que tá na hora, realmente, de começar a repensar as minhas últimas escolhas.
tudo condiciona-me a levar isso em consideração.
é uma visão muito grande do todo...

acho difícil agir minuciosamente em cada parte...
apesar de achar extremamente imprescindível tudo ir de parte em parte... é por aí que começa essa tremenda turbulência fudida.
é difícil conciliar meus movimentos enquanto estou escalando, sabendo - porque eu acredito ter visto - o que me espera lá em cima. é uma piração louca desnecessária que passa por mim várias vezes por segundo.

eu saberia reger tudo isso se eu não tivesse a um passo de uma (talvez) descomplicação.
(considerando o racional gerando a fragmentação dos acontecimentos; com uma grande oscilação; às vezes, com o anulamento das ondas... e o impulso, gerando o estopim para o que era iminente, se estabilizar numa frequência... ponderada...)
detesto não decifrar as atitudes. não sou adivinha, porra.