piano. violino. violão. voz. orquestra. saxofones. clarinetes. trompetes. bateria. percussão. eu acho música uma das criações mais esplêndidas! reflete meu coração e minha alma. vou conhecendo seus sons, seus ritmos; cada dia descubro um lado dela e um lado meu expresso por ela. a porta bate. a gota pinga na pia. o fósforo é acendido - várias e várias vezes. o piano toca. penso em um gramado verde, que se estende até o horizonte; corro por ele. deito embaixo de uma árvore; é uma sombra boa; amasso o manto verde embaixo de mim dando-o minha forma. olho para o céu. a brisa bate. é uma tarde azul. como tá bom esse dia. a música que toca aos meus ouvidos reina. entro em perfeita sintonia com ela. mergulho na sinfonia e fluo com toda a delicadeza conforme as teclas de um piano são amaciadas; ouço uma batida atrás - ela marca um pulso ameno -; a guitarra faz seu acompanhamento singelo. ela me descreve nesse exato momento. com todos os detalhes. com toda sua abrangência. perfeitamente soando de acordo com minha energia.
http://www.youtube.com/watch?v=YF1K1rQ8QNA
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
pensamentos de outro fim de tarde
Nice timing!
e os passarinhos resolveram cantar na mesma hora.
Meu amor é tão denso.
Não creio que já tive a oportunidade de demonstrá-lo efetivamente.
Sinto-o de uma forma brutal.
Pois sinto-me dominada por sua forma inconstante de se determinar.
Por que uma chama sempre aponta pra cima?
Penso em destinos cruzados no futuro. Penso na proximidade desse futuro.
Vôo alto.
e os passarinhos resolveram cantar na mesma hora.
Meu amor é tão denso.
Não creio que já tive a oportunidade de demonstrá-lo efetivamente.
Sinto-o de uma forma brutal.
Pois sinto-me dominada por sua forma inconstante de se determinar.
Por que uma chama sempre aponta pra cima?
Penso em destinos cruzados no futuro. Penso na proximidade desse futuro.
Vôo alto.
domingo, 16 de setembro de 2012
ambição
'you gotta be crazy
gotta have a real need
you got to strike when the moment is right
without thinking
and after a while
you have to be trusted'
ambiciava-se por algo. convergia todas suas energias para aquilo. criava a ilusão. pensava que sabia tudo sobre sua obra enquanto não sabia nada nem de si mesma. estava banhada por um mar de inseguranças e dúvidas e medo. eu estava lá, tentando oferecer toda a minha satisfação, por poder estar por lá, lutando pelas minhas vontades; desisolando-a daquela ilha circundada de águas tortuosas... não vejo reciprocidade na vontade de sair desse isolamento; dessa solidão subsequente de suas atitudes; nesse asfixiamento gerado pelos pensamentos de arrependimento, de culpa, de desculpa... mas nenhuma iniciativa genuína de quem um dia se disse tão empenhada em redescobrir o que os próximos momentos poderiam oferecer; em ainda tentar acreditar que alguma coisa poderia ser; em demonstrar o que nunca pôde ser mostrado; de entender juntas o que é isso... que coisa maluca é essa nossa?
gotta have a real need
you got to strike when the moment is right
without thinking
and after a while
you have to be trusted'
ambiciava-se por algo. convergia todas suas energias para aquilo. criava a ilusão. pensava que sabia tudo sobre sua obra enquanto não sabia nada nem de si mesma. estava banhada por um mar de inseguranças e dúvidas e medo. eu estava lá, tentando oferecer toda a minha satisfação, por poder estar por lá, lutando pelas minhas vontades; desisolando-a daquela ilha circundada de águas tortuosas... não vejo reciprocidade na vontade de sair desse isolamento; dessa solidão subsequente de suas atitudes; nesse asfixiamento gerado pelos pensamentos de arrependimento, de culpa, de desculpa... mas nenhuma iniciativa genuína de quem um dia se disse tão empenhada em redescobrir o que os próximos momentos poderiam oferecer; em ainda tentar acreditar que alguma coisa poderia ser; em demonstrar o que nunca pôde ser mostrado; de entender juntas o que é isso... que coisa maluca é essa nossa?
sábado, 15 de setembro de 2012
pensamentos difusos de um fim de tarde
o dia se acaba em meio a um horizonte límpido com uma imensa manta de cores quentes - um rosa no fundo pintado com listras laranjas. a luz dos postes ofuscam a vista preparada para este dia. sinto uma oportunidade se esvaindo diante dos meus olhos; sinto-a escapando dos meus dedos. sem a iniciativa - coragem -, parece algo intangível. algo que se comporta como uma fumaça. eu vejo seu movimento, sua trajetória e quanto tento tocá-la, ela se camufla com o ar. se dissolve na imensidão de dúvidas e inseguranças que me circundam. se eu só tivesse a coragem... sinto que não é a hora de começar a andar e não olhar pra trás. sinto que estou deixando isso desaparecer. como vou saber se minhas oportunidades não são intocáveis?
eu me sinto angustiada e penso demais. não sei distinguir quais pensamentos são movidos apelas pelo momento e quais são recorrentes. penso que penso que penso demais. porque por mais convicta de mim mesma eu esteja no momento de tomar alguma decisão; no fundo, bate a dúvida sempre. e quando passa o momento, não consigo saber o que considerar, o que deixar pra lá. por dias, acordei pensando que fazia parte - a insegurança; o não saber o que é 'certo'; o que está nos trilhos. (penso também que o meu desconforto com a situação atual me move na direção de tentar deixar as coisas mais bem resolvidas...). os minutos vão passado e eu não vejo previsões de me encontrar. então eu penso... penso... as coisas andam em um ritmo. às vezes, não saem do modo que eu quero, não caminham no mesmo ritmo que eu; mas nem por isso deixam de caminhar. mas eu não dou tempo, nunca tá bom pra mim. sempre é demais, ou de menos...
admito que depois te der conseguido exteriorizar algumas ideias, me sinto aliviada. respiro melhor ao ter conseguido achar o problema ou a angustia que vinha me deixando inquieta. admiti que não estou dando tempo ao tempo, que as coisas não tem que sair prontificadas na hora que eu quero. admiti que não dei o meu melhor... - ainda não consegui. nem sempre as pessoas estão no mesmo patamar, nem sempre é a hora.
sinceramente, me assusto ao pensar que nem um sentimento é capaz de fazer as coisas convergirem para aquilo que a gente quer, ou que pensa que quer... o que eu quero?
eu me sinto angustiada e penso demais. não sei distinguir quais pensamentos são movidos apelas pelo momento e quais são recorrentes. penso que penso que penso demais. porque por mais convicta de mim mesma eu esteja no momento de tomar alguma decisão; no fundo, bate a dúvida sempre. e quando passa o momento, não consigo saber o que considerar, o que deixar pra lá. por dias, acordei pensando que fazia parte - a insegurança; o não saber o que é 'certo'; o que está nos trilhos. (penso também que o meu desconforto com a situação atual me move na direção de tentar deixar as coisas mais bem resolvidas...). os minutos vão passado e eu não vejo previsões de me encontrar. então eu penso... penso... as coisas andam em um ritmo. às vezes, não saem do modo que eu quero, não caminham no mesmo ritmo que eu; mas nem por isso deixam de caminhar. mas eu não dou tempo, nunca tá bom pra mim. sempre é demais, ou de menos...
admito que depois te der conseguido exteriorizar algumas ideias, me sinto aliviada. respiro melhor ao ter conseguido achar o problema ou a angustia que vinha me deixando inquieta. admiti que não estou dando tempo ao tempo, que as coisas não tem que sair prontificadas na hora que eu quero. admiti que não dei o meu melhor... - ainda não consegui. nem sempre as pessoas estão no mesmo patamar, nem sempre é a hora.
sinceramente, me assusto ao pensar que nem um sentimento é capaz de fazer as coisas convergirem para aquilo que a gente quer, ou que pensa que quer... o que eu quero?
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
indução - até que ponto.
Fico pensando - me forço a pensar - que não existe só uma oportunidade. Aliás, que essa não é a única oportunidade. Às vezes, pela grandiosidade, erroneamente captada, me confundo; a noção se ofusca. Penso ter investido tanto de mim; ter me esforçado tanto para que algo se concretizasse efetivamente; muitos pensamentos direcionados para um final satisfatório. A desilusão vem da descrença de que algo tão intenso não passasse de mais uma de suas dramatizações. Exatamente porque dei credibilidade às minhas vontades recorrentes de um dia, que pensei estar caminhando num rumo certo... Eu só precisava tentar. Só precisava me forçar a entender que não é a porra da distância o principal empecilho pra essa merda não andar pra frente. Nunca andou. Fala-se demais, fala-se de menos. Definitivamente, demonstra-se de menos. Que se foda. Que se foda. Que se foda. Cansei.
Assinar:
Postagens (Atom)