segunda-feira, 27 de abril de 2015

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tropeço
   - é - trô-pêço
           mastigante
         aos olhares.
     Por quê sinto que tem algo não falado?
                 Não só isso. Qualquer outra coisa.
               esferas infinitesimais
                   o arquipélago das grandes duvidanças.
               Não há sequer o respingo de satisfação em percorrer essas assimilações
                                                                                                                cortantes.

                   Não há sequer o entendimento. No descascar dos fatos, penso dentro de uma lógica, sigo um raciocínio. O que sinto me foge. Me foge.
                                 Me foge! três vezes.
                                            Me foge! áh! pff.

            Digo que, pensar que alguma coisa pode ser reacendida mais pro lado de lá do que de cá...
a incerteza e a insegurança me corroem. eu passo por um período muito ofuscado em que só penso que não vou mais me deixar ser pêga na tempestade de merdas. e a mente avança... coloco um peso futuro (ou do futuro)...
         Sufôco e agonia na garganta. o peito é sugado pra dentro. A respiração para. tudo fica abafado...
cabeça quente. olhos embaçados. visão completamente psicodélica. derretimento em ofuscamento das coisas em várias camadas. é úmido.

                  Por quê a frustração não é compartilhada?
            Eu tendo a construir minhas loucuras de pressupostos.
Me bato
me cuspo
por me sentir assim.
me reduzo
me venço
me perco.
devaneios tortuosos.
                de silhuetas tortuosas.
                                                       e igólatras egolásticas.
poxa ;( que ruim.  me pesou...

sexta-feira, 24 de abril de 2015

walking disaster

o filtro


ofuscado

inquestionável magnetismo
dimensão  colossal pra definir o que isso pode ter vindo a ser, algum dia. ou o que foi. ôh-ê.!
e ainda fica com meu isqueiro?
tudo bem. a reserva é de três.
a tríade.
o repetir silencioso em grande magnitude dentro da cabeça.
não. não. não.
sim. sim. sim.
me vê o isqueiro. me vê o isqueiro? ei, me vê ai o esqueiro, por favor?
treinamento da fala. simplório em reduzir a formalidade e só reproduzir o falar intonado. que também é viável. que também é sugestivo. que também é 'polido'.
e eu poderia somente com um 'blerh'.
mas vou ficar só com um '      




         .'

7 quarenta e sete.
que amargo.
tem uma coisa que cintila rasgando no pulmão. o ar que entra gelado.
sinto uma frieza monótona. um concluir insinuante.
como colocar um filtro?
ou
como dessaber?
ou
como até mesmo evitar?
ou
como evitar a ilusão...
ou...

como não prevalecer nos devaneios tortuosos?

ah!!!

pó de borracha azul.
barulho do isqueiro.
densidade branca que preenche.
observa a fumaça.
que agonia

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

não que seja surpresa
não que eu não sinta
não que não caiam lágrimas
: não causa mais tanto impacto

                                       pressão na garganta
arranha
umedece
cai criando uma trilha molhada
só a sobrancelha se move
os olhos contorcem
cai a segunda seguindo a trilha
pressão na garganta
arranha, arranha
sufoca
umedece

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

um tempo
porque tenho saudade do meu tempo comigo mesma.
me sinto vulnerável demais aos humores e atitudes alheias.
me sinto impaciente.
me sinto dependente de companhia.
não se faz mais sexo.
estou desgastada
me sinto fria
me sinto apática
mas acima de tudo,
vulnerável.

ao meu humor
ao seu humor
aos humores.
têm sido constantes as vezes em que eu me abalo
tá sendo difícil relevar

desarmonia emocional
atos contraditórios da minha parte
necessidade de me expandir

(esse é o prognóstico)

domingo, 6 de julho de 2014

na nam nam nam nam nam nenm nam

já tive que fazer tanta coisa com a cabeça tão pior; tão mais cheia
penso que hoje já consigo segurar mais as rédeas daquilo que se passa nas imagens invisíveis, no som silencioso de metáforas indizíveis.

 Frases inteiras são reduzidas a um segundo.
Parágrafos inteiros em meio.
Hipotético previsível,
                              é sempre o que surge às margens no querer dizer e não poder ser direta.
Já li um dia que faço perguntas que já sei respostas.

                                                                           Ouvi dizer que me utilizo da redundância;                                                 prevejo o ponto de vista alheio pressupondo que tudo será claro.

     Ingenuidade!!!

Falta de paciência de ter que peneirar e filtrar tudo que se move, numa linguagem expressiva estática? - que expressão é essa?
                                          minha vontade é que entendam o que eu quero dizer!
Não posso ficar dizendo e citando e soletrando e repetindo tudo.