Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E a alma de sonhos povoada eu tinha...
E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha.
Hoje, segues de novo... Na partida
Nem pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.
E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.
- Olavo Bilac
domingo, 20 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
E depois?
O tempo me tinha,
eu tinha o tempo.
O tempo era um mês
e naquele mês você me tinha.
Agora, mergulhada na solidão
eu penso no tempo;
no tempo que poderia ter sido melhor aproveitado.
Sabíamos que deveria ser algo passageiro,
mas como poderíamos ter qualquer noção
de tempo ou espaço,
se quando estou com você tudo parece tão completo?
O resto parecia desprezível pois
Eu te tinha e
você me tinha.
Éramos eu e você, tentando conciliar
o breve infinito do momento presente,
com o vasto infinito do futuro próximo;
que a cada dia que passava,
nos chicoteava com o impacto da terrível sensação
de que logo tudo acabaria,
de que o nosso tempo se esgotaria.
E aí só na memória ficaria.
Mas eu me continha.
Tentava não me envolver por completo.
Tentava evitar a imensidão do sentimento de falta depois.
Tentei, tentei e tentei.
Mas eu a tinha;
tinha a fórmula.
A fórmula do meu sorriso;
estava simplesmente diante de mim.
Não consigo entender;
não posso entender;
não quero entender!
De uma coisa eu sei:
te quero. Aqui, agora, do meu lado.
Não por um minuto ou por uma hora.
Não por uma noite ou um dia.
Não por um mês.
Te quero por completo, inteiramente do meu lado;
que quando eu quiser te abraçar,
simplesmente poderei te abraçar,
e não esperar angustiada pela próxima vez que nos veremos.
Te quero do meu lado.
Na nossa árvore, no carro, fumando,
dançando, rindo;
olhando as nuvens...
Já ouço os pássaros.
Está amanhecendo;
e você precisa ir.
Mas tudo bem,
eu me conformo
pois ainda hoje nos veremos.
Já ouço os pássaros.
Está amanhecendo;
e eu preciso ir.
E não. Não me conformo
pois vou para longe.
Volto para a rotina.
Volto para a realidade.
Afinal, eu sabia que algum dia acabaria.
Chegaria ao fim.
Só não pensei em como lidar com o depois.
Eis o grande depois.
eu tinha o tempo.
O tempo era um mês
e naquele mês você me tinha.
Agora, mergulhada na solidão
eu penso no tempo;
no tempo que poderia ter sido melhor aproveitado.
Sabíamos que deveria ser algo passageiro,
mas como poderíamos ter qualquer noção
de tempo ou espaço,
se quando estou com você tudo parece tão completo?
O resto parecia desprezível pois
Eu te tinha e
você me tinha.
Éramos eu e você, tentando conciliar
o breve infinito do momento presente,
com o vasto infinito do futuro próximo;
que a cada dia que passava,
nos chicoteava com o impacto da terrível sensação
de que logo tudo acabaria,
de que o nosso tempo se esgotaria.
E aí só na memória ficaria.
Mas eu me continha.
Tentava não me envolver por completo.
Tentava evitar a imensidão do sentimento de falta depois.
Tentei, tentei e tentei.
Mas eu a tinha;
tinha a fórmula.
A fórmula do meu sorriso;
estava simplesmente diante de mim.
Não consigo entender;
não posso entender;
não quero entender!
De uma coisa eu sei:
te quero. Aqui, agora, do meu lado.
Não por um minuto ou por uma hora.
Não por uma noite ou um dia.
Não por um mês.
Te quero por completo, inteiramente do meu lado;
que quando eu quiser te abraçar,
simplesmente poderei te abraçar,
e não esperar angustiada pela próxima vez que nos veremos.
Te quero do meu lado.
Na nossa árvore, no carro, fumando,
dançando, rindo;
olhando as nuvens...
Já ouço os pássaros.
Está amanhecendo;
e você precisa ir.
Mas tudo bem,
eu me conformo
pois ainda hoje nos veremos.
Já ouço os pássaros.
Está amanhecendo;
e eu preciso ir.
E não. Não me conformo
pois vou para longe.
Volto para a rotina.
Volto para a realidade.
Afinal, eu sabia que algum dia acabaria.
Chegaria ao fim.
Só não pensei em como lidar com o depois.
Eis o grande depois.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
minhas estrelas,
Diante daquele céu estrelado que havia em você, de um tempo pra cá, fora uma estrela solitária. Agindo por instinto, sem apoio algum, tendo que lidar com tudo sozinha. Queria ter sido mais presente, nem que fosse só para você perceber que tinha alguém se preocupando com você.
Não sei explicar os fatos. É realmente tudo muito confuso.
É insuportável a ideia de que tudo acabou, é difícil acreditar que você se foi. Para sempre. Assim como a outra estrela maior.
Não precisava ter sido assim, mas agora poderá encontrar o motivo da sua inesperada solidão e aí poderão ficar para sempre num infinito sereno onde finalmente vai matar a saudade que a matou aqui. Dizem que almas gêmeas sempre voltam a se encontrar. Espero que tenha sido por amor que isso tudo aconteceu. Para que vocês voltassem a se ver.
Assim como ela, sempre terás um lugar em meu coração.
Vocês sempre vão brilhar no meu céu.
Sem ter tido a oportunidade de dizer antes, é com muita tristeza que digo agora: Adeus.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
nostalgia
Como eu queria estar em uma praia deserta, com ninguém em minha vista, sentada na areia fresca e macia olhando o pôr-do-sol, onde tivesse um lugar ao meu lado só para você. Uma praia onde a brisa do mar bateria nos nossos cabelos, e eu os tiraria do seu rosto. Onde o som das ondas quebrando e as gaivotas cantando seriam música para os nossos ouvidos.
Seria bom se quando olhássemos para frente pudéssemos ver aquela linha tênue do horizonte, que divide a realidade e meus sonhos, se misturando com as nuvens do céu. Um navio tão, mas tão distante que desejaríamos estar nele, longe de tudo e de todos só para aproveitarmos a nós mesmos e o oceano infinito que nos rodeava. Veríamos aquelas altas montanhas ao redor da praia, com pouca vegetação, praticamente só rocha, que seriam a moldura do quadro que retratava essa perfeita paisagem fixada em nossas memórias.
Anoitecera e por mais que eu tivesse que ir embora, não queria. Olhei nos seus olhos intensos e de ressaca, estavam como o mar após uma tempestade, me arrastando para que eu ficasse perto de ti. Não querias que eu fosse. Então resolvi ficar. Demos as mãos e andamos pela beirada, com a água rasa nos pés; um momento tanto quanto libertador.
Éramos só nós. Poderíamos prolongar esse momento para sempre, não cansaríamos de ficar à margem de nós mesmos. - Quem me dera tal simplicidade dos fatos.
'Say that you'll stay forever and a day'
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
a wish
I've been waiting so long for this moment. When we can finally be all together. Spend our time in a 'real' reality where we can touch our hands and really look into our eyes. This would be the moment that I'd be myself, the moment where I'd go back to where I really belong. This is where I want to be forever.
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