quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

monólogo de um pensamento 1


assim, eu sou uma pessoa que pensa muito. busco sempre me entender - entender os outros -, achar explicações ou conclusões pra uma linha de pensamentos - ações, acontecimentos, reações, desencadeamentos, atitudes, pensamentos, pensamentos, pensamentos...
e às vezes - ultimamente com uma certa frequência -, não tenho conseguido concluir minhas divagações.
e se passa tanta coisa em minha cabeça; tanta coisa misturada, que, no momento, admito estar sentindo falta de poder expressá-los sem rédeas. admito que eu possa estar me sentindo um pouco bagunçada.

e por isso recorro à você.
não porque eu esteja lidando com um certo tipo de problema principal ou iminente;
e sim, como uma alternativa às minhas tentativas de me explicar ou explicar e entender o mundo.
talvez eu precise de alguém que me ouça, processe algumas coisas que eu não fale em voz alta, e me direcione uma estrada.
ou então, que no momento em que eu falar - fora da minha mente -, algo fique mais claro.
algo como um espelho; que eu possa sentar à sua frente, possa olhar nos seus olhos, e botar tudo pra fora, de uma forma muito sincera; sem resguardas, sem ressalvas, sem medições. e que só por poder fazer isso, sinta um certo alívio ou um certo esclarecimento.

não é que algumas coisas estejam engasgadas.
é que algumas coisas estão engasgadas.

não é que eu não consiga me entender.
eu não consigo me entender.

não é que eu não filtre meus pensamentos para os outros.
é que eu filtro demais.

e por ai vai...
acho que esse é um bom começo pro que vai se seguir das nossas conversas.

domingo, 20 de janeiro de 2013


eu sinto falta das pessoas que mais me entenderam um dia;
com as minhas mais complexas angústias...
suspiro.
          suspiro muito
      como se cada inspiração
             pudesse afagar meu interior
     E ao menos, me preencher, por aquele breve momento - naquele breve suspiro.
       Um suspiro;
    Uma voz na minha cabeça.
       Um sussurro de saudade...
    Eu suplico ao tempo.
 Tento expulsar minhas ansiedades.
        - Persistentes!
     Procuro entender aonde estou agora.
         Aonde eu entro na minha vida?
     Até que ponto me perdi?
                       Até que ponto me achei?
                  - Até que ponto, inevitavelmente;

vazia
            imperceptivelmente, perdi meus portos seguros?
               - Até que ponto me vejo longe deles?
    Expiro.
                Vazio.
       - Até que ponto sinto meu vazio?
           - Até que ponto sei o que me completa?
     - Até que ponto  tento achar explicações?
 Não consigo - nem vou -, saber como teria sido se eu tivesse tomado outros rumos. Mas ainda são tantos rumos.
                       Me perdi.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013


Não importa quanto tempo eu goste de me isolar, às vezes; eu tenho a necessidade de manter meu contato com a grama verde macia e a luz do sol.
assim como o grafite nesse papel.


if you put
some strenght
   on it

it might aswell
just come out
             soothing
and taking away
all
your
fears

it will come out
on a beautiful flow
   of expressions.

and all kinds of
          brightness
will           shine
inside this new picture
of

you.

às vezes demoro um tempo para acordar.
               Can't seem to escape my thoughts;

I used to get so angry,
so frustrated...
now, all I can feel is that it will pass -
as I already know the process.
I just think of its end -
as if i could never live pass through this again.

They will never know what's like.
They'll never know what is like to be me
                              while i'm feeling all this.
And I can't seem to put it out in a way you could understand.


I just can't.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

criei uma cena bonita



uma boa música é isso,
frescor que se dissolve em meu corpo
enquanto capto essas vibrações em meus ouvidos.

a mudança de ritmo em uma música,
- tão acurada...
cada intonação - cada expressão...
todas as analogias
e conotações

uma vastidão de ideias
um campo de flores
um aroma confortante
a vida que semeia na trilha
os passos dados no estio
os suspiros - de todo o tempo no vazio;
o alívio na alegria das margaridas
nas cores vivas daquele momento.

criando novas pegadas
saltitante, sem rédeas...

imagino uma cidadezinha
com ruas ladrilhadas
casas de pedra
e bancos de madeira.
baldes ao lado de poços
charretes transportando mercadorias.

um vestidinho simples
silhueta natural
amor.

criei uma cena bonita.