quarta-feira, 13 de julho de 2016

04.02.16
quanta angústia se arrasta, me sufoca, enche uma maré de tristezas que beliscam no mais ínfimo âmago meu.
quanta insegurança pra me fazer sair desse poço de circunstâncias circulares? mesmices...
tô fora da minha órbita. algumas aflições vêm como algum pressentimento de um inevitável postergado quando o fôlego não preenche suficientemente .quando alguém revira minhas vísceras e sinto embrulhar, e sinto amargar, e sinto puxar, e me arranca como um fio encerado que me rasga por dentro.
tenho perdido a força em alguns momentos... o cérebro se desliga dos meus membros e a cabeça passa a sentir tudo. anestesia-se o meu corpo. não sinto o tato com o ar. não sito o vento que bate nas mãos. penso em movê-las. mão que me afagaria. mão que me afagastes. por que não? só um afago? “queria um afago seu... dorme bem”. se eu não sinto, como dizer que sinto? se eu sinto, como dizer que não? essa época do ano poderia ser mais esclarecedora; não foge à regra da esquisitice do mal estar do engastalhado preso na garganta. quanto tempo eu tenho ainda até realizar o quão sem volta estão as coisas? quanto tempo ainda tenho até saber que se eu respiro muito fundo, suspiro falhado, olho molhado....
“ânsias que meus olhos, para dentro davam em escuro”
saber que se eu respiro muito fundo, respiro falhado, olhos molhados.

05.02.16
passa uma hora. passam duas horas, passam três horas, passam quatro horas, passam cinco horas, passam seis horas. olho para o teto branco, queria que minha cabeça tivesse o mesmo conteúdo do branco de uma parede. o nada. o silêncio.
quem perde? eu
quem se isola? eu
o ventilador é o que move alguma coisa nesse quarto. sinto seu vento e seu frescor é o que me distrai.

hoje, achei que teria que ir... mas para onde? como?

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