e foram aqueles versos,
aquelas mensagens,
aquelas cartas,
os últimos versos que te escrevi.
mas são estes,
em que canto,
recito,
resguardo,
os versos que ainda estão por vir.
e, ainda, aqui estou;
escrevendo-lhes pra ti,
lembrando como uma vez
sofri.
e estes são os violinos
que ouvi uma vez,
quando olhávamos aquelas estrelas...
naquele céu daquele dia tão memorável.
queria estar com você
na noite em que eu pudesse finalmente
reproduzir esses
violinos.
e estes versos, erroneamente destinados
a você, são os que me fazem
pensar no quão livre pude me sentir agora.
ao pensar que uma vez, eles foram
revolucionários de uma espécie conservadora
de um estilo de época.
e aqui estou,
escrevendo-lhes com a liberdade
que enquanto estive com você
não cogitava a maravilha que ser livre é.
mas nessa insegurança,
que nos regeu durante aquele período,
foi em que me apoiei.
para poder estar certa de que,
já que por um acaso, eu já tenha começado a escrever,
nada voltará a ser como um dia foi esperado.
eu mesma, nunca a tive;
mas sempre quis por ela, ser dela.
mas eu meio que já esperava pelo Vir.
senti muito quando já não o éramos mais.
quando você, fatigada vinha;
e eu, fatigada ia...
de tempos que só se passaram;
e eu estranha para ti fiquei
correndo à procura de uma solução
- sendo que nem solução certa teria.
e esses versos
seguem a melodia que estes maravilhosos
violinos...
assopram em meu ouvido,
quase que sussurrando, que o tempo trabalhará...
e isso vai curar...
ele tem fé que vai...
eu já nem lembro o que é pensar em você
e ter uma boa reciprocidade...
-será que algum dia tive?-
e nessa confusão emocinal fico;
encruada,
pensativa,
julgadora...
de meu proprio eu lirico.
me deixa triste pensar
que por onde passei - aquela estrada tortuosa -,
é exatamente por onde você esta passando agora.
caramba...
como pode sentimento tão ruim quanto esse
existir mais de uma vez?
mas é tudo parte da travessia do vale:
uma crista, várias cristas.
outro vale, vários vales.
mas no final,
tudo tende a se
equilibrar.
às vezes
nem demora
pra chegar.
e quando você menos vê,
longe, você estará...
e 'o esforço pra lembrar
se tornará a vontade de esquecer.'
ousei. ousada - me tornei.
agora arrisco estes versos
que por vez,
os últimos serão.
e assim como um dia cantei,
'me despeço desta historia'
de vez, me despeço agora.
http://www.youtube.com/watch?v=2nuLsEWL_NA
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