Vou te contar uma história então.
Primeiro eu vou te contar como são regidos os instrumentos desta música. Vamos lá:
A obra começa com uma introdução, suave, de uma piano. Um pianinho. Algo bom. Depois o acariciam e ele se torna mais vibrante. E então tudo estava se acomodando quando de repente, entra o violino com o som mais bonito deste universo. Me apaixono por ele. É de se encantar. Maravilhar. O tempo se passa um pouco... Seu maravilhoso som me contagia e me induz a pensar que tudo estava ganho - mas aí entra a minha resposta. Aliás minhas mil perguntas, nunca respondidas. Tudo leva a crer que a serenidade implantada por seu charme não iria se esgotar. Alguém me fala: "Volte para seus trilhos, enxergue por outra perspectiva. Nem tudo é tão simples quanto aparenta."
Resolvo então responder à altura... Se nunca me destes motivos para desencantar, como poderei duvidar? Decido então que não vou duvidar. E olhando por outra perspectiva; desligo a música e começo a contar os fatos da vida real.
Ela entra pela porta, suave, quase flutuando. Olha pra mim - sorri. Sorri muito! Me dá toda a segurança para corresponder seu sorriso. E lá estou, maravilhada por este momento, e esqueço que às vezes posso entristecer - mas isso foi o que se passou pela minha cabeça enquanto sorríamos. O que desenvolveu depois, foi que eu a peguei pela mão e a levei para passear por aquele bosque, o nosso Jardim Secreto. Aquele, feito só para nós, ou quase nós. E ela interrompe minha idealização: "Pequena, temos que conversar..." (Nessa versão, ela realmente me contava; eu não era passada para trás, descobrindo desgraças pelos outros). Sentamo-nos então, estiramos um pano e tudo se acomodou. E naquela serenidade interrupta... "Acho que me aproximei de mais alguém...". "Mais alguém? Legal! São amigos já?". "Não mais só amigos...". Demorei um certo tempo para discernir toda aquela confusão e escolher agir naturalmente. Tentei conversar, fazer minhas intermináveis perguntas - mas, como nem sempre tudo é... Nada me é respondido. Uma grande frustração, impotência começam a florescer. E toda aquela serenidade implorada, querida... Estava se esvaindo. E foi então que sua voz, de tom, mudou: "Mas eu ainda vou sentir sua falta.". "Não! Prefiro que não sintas! Já que, você, foi quem começou a desilusão!". O pior foi o desenrolar de toda aquela decepção. Mas, ouvindo esta música, ela declara perfeitamente a minha emoção de alegria; ao poder ouvir essa música e descobrir essa definição de chorar de alegria! Chorar de alegria por poder parar, pensar, relatar tudo o que me entristeceu; e então, saber que depois, só de alegria, poderia estar chorando - por pensar que podia fazer isso. E se tornava um ciclo vicioso. E tudo se amenizou. Tudo se amenizou.
Heartstrings
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