"Tempo de recomeçar.
Solidão eu já vivi,
na cidade que não volta.
Todo meu amor até
impossível de se dar.
Tarde de se andar a pé
na cidade que não volta..."
Na cidade cujas ruas me acalmam,
a beleza é tanta que chego a estremecer.
Ó noite estrelada, ando para espairecer,
pois os ventos e postes de lá me aclamam.
Ando por aqui a contemplar o dia.
As simplicidades constroem em mim
devaneios de uma alma cheia de mania.
Como ver um oasis, me liberto do que é ruim.
Ouço aqui, cada passarinho; o sol
é amarelo. Sinto cada brisa
do vento que me avisa:
"Volte com seu listrado cachecol!
Ruas e postes estão a te esperar."
É... pra lá que vou voltar!
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