Estive pensando agora no banho o quanto eu gostaria de - calorosamente - compartilhar o alívio que percebi estar sentindo. Nada mais nada menos que estar de férias, ter completado meu primeiro semestre na universidade. Mas nada disso você viu, nada disso eu vi também. Você não me vê mais. Eu não te vejo mais. Me pergunto se algum dia você chegou a entender meu olhar. Você vinha sempre tão cheia de dúvidas, se frustrava porque não conseguia me decifrar. Não digo que não sentia o mesmo...
Sentei no chão e deixei alguns sussurros e algumas lágrimas se esvaírem...
Prefiro então, deixar qualquer pensamento no banho. Estender qualquer coisa à você de novo seria um erro tão cego quanto estúpido. Mais persistente que algo que gruda. Persistentemente cego.
Persistentemente esse sussurro lá de dentro vem como uma maré.
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