Declaro, para os devidos fins, serem verdade, os fatos abaixo asseverados:
Álvaro escreve:
"No dia 06 de fevereiro de 1994, nasceu a pessoa que caminha com a arte. Fazendo sua, a arte de fazerem morar na mesma cabeça, o provável, e juntos, o improvável, o compatível e o incompatível.
A arte de Miss Compatible.
With lots of love, the guy from Rio."
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
pensamentos difusos de um dia bonito
sua pele macia. meu rosto em seus braços. sua mão acariciando minha cintura. sua perna envolvendo as minhas pernas. sua respiração alternada em minha nuca - às vezes sinto um suspiro, um sopro mais forte enquanto sua mão caminha por meu corpo. sinto uma energia tão vibrante. tão boa.
seu sorriso. suas covinhas. seu olhar quando você tá com vergonha. aquele sorrisinho sem graça, olhos meio hesitantes.
minha barreira conscientemente criada para evitar qualquer tipo de decepção provável. meu mecanismo de defesa. é possível estarmos em diferentes patamares. com diferentes objetivos... penso que é melhor não alimentar esse sentimento já meio condenado.
analisando todos os desencontros que aconteceram e continuam acontecendo comigo, mal posso esperar para que a hora de eu poder compartilhar o meu melhor com alguém chegue.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
pensamentos conclusivos em uma tarde fria
O mais triste é pensar que me julguei como doida ao tentar justificar o modo desprezível de como você acha que concilia as coisas. Na sua cabeça, você pode achar o suficiente, mas é exatamente porque as coisas estão saindo do jeito que você quer. E isso não passa do mais puro egoísmo. E eu to cansada de me importar, de gastar meus pensamentos em você. Isso só me prende pra baixo. E eu estou me livrando das âncoras que me afundam em incertezas.
A partir de hoje, de agora, me liberto desse sentimento - já sem sentido - e que só me causa angústias. Mas não me liberto dele por agora. Me liberto de vez. Sem ponderar o futuro. Sem guardar pra depois. E, desconsiderando as reminiscências, pois se elas começarem a aflorar, vou me parar. ("Running out of excuses; when you know what the truth is").
Não lamento por qualquer espécie de tempo perdido. Eu dei tempo ao tempo e ele me construiu de forma que, agora, tenho coragem para deixar isso pra lá. Eu precisei desse tempo para avaliar minhas prioridades. Alguns tapas na cara, de desilusão - ou de realidade?
Não penso também que essas realizações surgiram por agora. São-me familiares. Sentia-as me circundando, preparando o terreno; para que "isso" não fosse algo inesperado ou uma surpresa demasiadamente impactante. Foi no tempo "certo" para que, eu mesma, em minha consciência, assumisse a ideia, a ponto de admitir quando isso já estava se tornando exaustivo demais; sugando minhas energias. Era pra ser tão natural. Tão aliviante quanto um suspiro. Foi forçado demais. Frustrante demais. Eu procurava por sinais. Ações movidas por um motivo maior. Eu esperava pela confissão de um motivo maior. Dava valor a coisas míseras pois tinha medo que aquilo fosse tudo. E era. O tudo era nada. O nada era tudo.
E não quero ser do tipo que se contenta com tais mediocridades. Não quero que minha companhia seja motivo de esforços, que seja algo arrastado. A impressão que tenho, é que é sempre muito excruciante - o esforço que você tem que fazer para estar ao meu lado. É exatamente o oposto do que eu quero para - ...minha coexistência com alguém... - minha vida, no momento. Quero uma vontade compartilhada de estar junto. E que não seja tão sacrificante.
Eu estendi o quanto consegui. Não me chamo de idiota. Me chamo de cega induzida pois dei valor a meus sentimentos de uma forma bem sincera. Achava difícil ter que desconsiderar o que eu tinha finalmente construído - e que fica tão exposto quando olho pra você. Não queria desconsiderar, na verdade. Era uma ideia relutante. Mas que agora, se toma pela mais nova realidade.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Cada árvore é um ser para ser em nós
Para ver uma árvore não basta vê-la
a árvore é uma lenta reverência
uma presença reminiscente
uma habitação perdida
Para ver uma árvore não basta vê-la
a árvore é uma lenta reverência
uma presença reminiscente
uma habitação perdida
e encontrada
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim
a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas
e de sombras interiores
nós habitamos a árvore com a nossa respiração
com a da árvore
com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses
António Ramos Rosa
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim
a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas
e de sombras interiores
nós habitamos a árvore com a nossa respiração
com a da árvore
com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses
António Ramos Rosa
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