quinta-feira, 5 de maio de 2011

Súplica inquietante

Pelas ruas movimentadas, vazia, ela anda...
Na carência, sorri tardiamente aos que passam
na sua vida. É momentâneo, não ficam
Mas estranham ao ver que o que deveria fluir, desanda.

Anda pelas ruas fagocitantes. Tenta buscar
momentos em sua memória, voltar ao bom senso,
àquelas esquinas onde tudo fluía. É intenso!
As esquinas parecem envolvê-la. Há a inércia de ficar.

Mas há de voltar. Ruas e esquinas ficam a esperar.
Refúgio! Precisa se refugiar. Inquieta está!
Ao relembrar, contempla o céu. Suplica

às amigas brilhantes que a tragam seu verdadeiro sorriso.
Sem resposta, sente chover. Não há distinção das gotas. É corrosivo.
E os passantes, estranham. Além das gotas, tardio sorriso.

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