sexta-feira, 24 de setembro de 2010

nostalgia

Como eu queria estar em uma praia deserta, com ninguém em minha vista, sentada na areia fresca e macia olhando o pôr-do-sol, onde tivesse um lugar ao meu lado só para você. Uma praia onde a brisa do mar bateria nos nossos cabelos, e eu os tiraria do seu rosto. Onde o som das ondas quebrando e as gaivotas cantando seriam música para os nossos ouvidos.
Seria bom se quando olhássemos para frente pudéssemos ver aquela linha tênue do horizonte, que divide a realidade e meus sonhos, se misturando com as nuvens do céu. Um navio tão, mas tão distante que desejaríamos estar nele, longe de tudo e de todos só para aproveitarmos a nós mesmos e o oceano infinito que nos rodeava. Veríamos aquelas altas montanhas ao redor da praia, com pouca vegetação, praticamente só rocha, que seriam a moldura do quadro que retratava essa perfeita paisagem fixada em nossas memórias.
Anoitecera e por mais que eu tivesse que ir embora, não queria. Olhei nos seus olhos intensos e de ressaca, estavam como o mar após uma tempestade, me arrastando para que eu ficasse perto de ti. Não querias que eu fosse. Então resolvi ficar. Demos as mãos e andamos pela beirada, com a água rasa nos pés; um momento tanto quanto libertador.
Éramos só nós. Poderíamos prolongar esse momento para sempre, não cansaríamos de ficar à margem de nós mesmos. - Quem me dera tal simplicidade dos fatos.

'Say that you'll stay forever and a day'

Um comentário:

  1. Gostei do gaefghegvfedafbgfdghd, disso aí.
    É incrível como o simples é geralmente o mais raro de acontecer.
    "Uma praia onde a brisa do mar bateria nos nossos cabelos, e eu os tiraria do seu rosto." < Perfeito *0*

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